* Temos uma micro lagartixa hospedada em casa há 5 dias. E o Renato quer me convencer de que é ótimo tê-la nas redondezas por que afinal, ela come insetos.
* Minha secretária tem medo, pânico, pavor de 2 coisas nessa vida: defunto e bexiga (o de defunto ela não sabe explicar porque mas o de bexiga é porque estoura).
* Eu tenho medo, pânico e pavor de uma coisa nessa vida: anão. (Não me perguntem porque pois a minha tese sobre meu medo daria um blog inteiro)
* Gostei muito muito do som que o Supla e o João fazem. Tá bom, eu sei que eles são bizarros. E é por isso mesmo que estou citando os dois nesse post bizarro.
* Feijão e arroz definitivamente não combinam com melão. A Edna me fez experimentar prá ter absoluta certeza do que antes era apenas uma intuição.
* Essa semana sonhei com meu irmão. Quando ele era adolescente jogou um pneu velho em cima de um namoradinho meu. Foi bizarro sonhar com isso porque não tem sentido algum. Eu nem lembro do nome do namoradinho. Mas lembro de ter rido muito quando ele tentou em vão, desviar daquele pneu velho e assassino.
* E nessa mesma semana lembrei de um castigo que minha mãe dava em mim e no meu irmão quando brigávamos. A gente era obrigado a ficar abraçados ou de mãos dadas até que ela decidisse que a gente tinha feito as pazes.
* Esse asterisco não é bizarro mas é necessário. Me rendi aotal do Twitter. twitter.com/tatircavalcanti
E vocês, tudo bem??
Eu nunca tive vocação pra muitas coisas. Mas uma delas em especial é que eu nunca fui muito agregadora. Afinal de contas, saí cedo de casa prá me deparar com a realidade do mundo lá fora. Mas eu não era de agregar pessoas na minha casa, é isso que quero dizer. E sempre achei meio babaca aquela coisa de mães aflitas para saber de suas crias quando suas crias tinham passado dos 18 anos. Sempre achei meio over aquelas famílias enoooormes almoçando domingo na casa da avó. E todo mundo berrando, falando alto, divergindo. Esse cenário sempre me pareceu obrigação. As pessoas têm que estar juntas, têm que almoçar e brigar todo domingo enquanto o sol brilha lindo e clarinho no Ibirapuera. E os protocolos nunca me agradaram assim como tudo que era obrigação. Eu sempre fui rebelde demais prá tudo isso. Diria minha mãe que eu sempre andei na contramão das coisas da vida. Desde sempre. Diria ela também que eu sou intensa demais e talvez over demais pros 30 anos que já chegaram faz tempo.
Agora, enquanto escrevo esse texto o Matheus está gargalhando alto com meu sogro.
Minha sogra tá fazendo biquinho de avó prá Bia enquanto grita prá nós mesmos sobre o quanto a netinha dela é linda, e a boquinha desenhada e o cabelinho e liso e blá blá blá. E simultaneamente a Dani grita do outro lado da sala pro Matheus prestar atenção no que está fazendo e que se não prestar vai cair e quebrar a cachola. E a Cida vem tirando os pratos do almoço enquanto pousa sob a mesa uma bandeja linda com toalha de rendinha com o café quentinho. E tem mousse de chocolate e torta de limão. Ah, tem sorvete também. E o Alê pede a pimenta pro Renato que bate o braço na avó que estava passando com a cachorra pro outro lado. Uma confusão serenamente familiar.
E o Matheus faz pirraça enquanto a Bia abre os pulmões e o bocão. E choram ao mesmo tempo e deixam os avós desesperados na dúvida sobre quem socorrer primeiro. E a Dani que detesta confusão emburra e grita com todos nós que estamos muitos tons acima. E a Cida tem que fazer outro café e colocar uns biscotinhos naquela charmosa bandeja porque agora já é hora do lanche e ainda estamos aqui, cheios de energia prá gastar com o Matheus, cheios de argumentos sobre as notícias do JN e cheias de vida esperando o Raj aparecer na TV e encher nossos olhos cansados de brilho. Cai a tardinha e é hora de ir.
Olho em volta, as pessoas ainda discutem. Ainda tentam se entender e chegar num consenso sobre qual dialeto falar neste domingo. Ainda que seja assim, bem torto e bem alto eu não mais seria tão cheia de vida...
Ganhamos dois ingressos pro show do Marcelo Camelo hoje no Credicard Hall.
O que nos rendeu o post...
Eu: Oi mor, tudo bem? Ganhamos dois ingressos pro show do Marcelo Camelo, vamos?
Ele: Marcelo Camilo?
Eu: Não, mor. Camelo, de camelo, de camelar.
Ele: Quem é esse?
Eu: O cara do Los Hermanos, mor, o namorado da Malu Magalhães. Vamos?
Ele: Ele vai cantar Ana Júlia??
Eu: Ahahaha por que?
Ele: Porque se ele não cantar Ana Julia eu não vou!
Ai ai.....
* Emagreci 4 Kg só correndo atrás do Matheus, imagine se eu realmente fizesse dieta!!!
* Fiquei triste com a saída de Muricy do Tricolor!
* Meu irmão (que está vivendo no Canadá há quase 1 ano) chega quarta-feira prá uma temporada de 7 dias em território brasileiro. Estou muito, muito ansiosa! Com muita saudade!
* Eu amo o Raj! Que homem é aquele? Are Baba!!
* Vou fazer uma nova tatuagem em breve!
* Alguém tem uma receita de cookies?
* Bia começou a rir e se virar de lados, uma delícia!
* Hoje Carol e Juju almoçam aqui! (Juju é aquela minha prima santa que dorme aqui quando Renato viaja e Carol é amiga gêmea)
* Estou me preparando para voltar ao trabalho brevemente
* Só prá não perder o costume: http://coffeandhistory.blogspot.com
* Matheus começou a dizer: "ÉNA" quando quer chamar a Edna, nossa secretária! Tão lindo!
* Agora vai: ele me pediu em casamento 5 anos e dois filhos depois!
Estou feliz. Mas tão ansiosa por causa do meu irmão! Vocês nem imaginam!
Então é isso por hoje.
Bêjo. Ôtro. Tchau!
Eu: Liga prá ela, mor.
Ele: Já vou ligar.
Eu: Liga agora, mor, tô pedindo faz 1 hora!
Ele: Já vou, bem! Relaxa!
Eu: Poxa mor, você prometeu! Liga, eu tô aflita!
Ele: Eu vou ligar! Mas não agora!
Eu: Porque não agora?
Ele: Porque você precisa aprender a esperar!
Eu: Mas eu estou esperando há 1 hora!
Ele: Daqui há pouco você vai passar embaixo da porta.
Eu: Hã?
Ele: Nada, mor, nada.
Ele me chamou de chata ou é impressão minha???
PS: Continuem dando uma olhada em http://coffeandhistory.blogspot.com
Acordamos hoje bem cedo, por volta das 6:00. É aniversário do maridão. Ele toma café comigo e vai pro banho. Realmente me pareceu que ele estava num dia mais desligado que todos os outros dias. Ele estava definitivamente atrapalhado...
Saiu do banho, começou a se arrumar quando, em tempo, eu entro no quarto.
Eu: Amor, o que é isso no seu cabelo?
Ele coloca as mãos vagarosamente nos cabelos, me olha e ri.
Ele: Nossa linda, eu não tirei o shampoo!
Eu: O que??????????
Ele: Culpa sua que fica me apressando!
É tão óbvio que a culpa é minha!
Ainda com a Edna! Aliás, gravem este nome, vocês ouvirão muuuito falar dela nesse território aqui.
Mas dessa vez o assunto é que muda. Estamos falando sobre o presente do Renato, que faz 33 neste sábado, dia 05.
Ela: O que você comprou para o Seu Renato?
Eu: Comprei X e X (porque ele vai ler e não posso dizer o que é, né, gente!). Mas ainda quero comprar X.
Ela: Mas a Senhora vai comprar X? Ele tem muito X!!!
Eu: É, né...!? Mas ele está precisando!!
Ela: E ele tem muito, Tatiana! Tem um armário de X, Tatiana! Você não sabe o que é estar precisando!!
Eu: É mesmo.. Você tem razão. Você tem razão!!!
Ela: Porque pensa bem, ele tem tanto X que não usa! O que você vai dar vai ser igual! Ele vai usar uma vez prá te agradar e depois vai encostar, você vai ver.
Aquilo me soou como uma profecia. Ele não vai usar. E se usar eu ainda vou achar que tá usando por obrigação, prá me agradar.
Eu: Ok, não vou comprar X, você tem razão!
Ela: Falei besteira, patroa??
Não, Edna, você nunca fala besteira ...
PS: Ela é muito sábia. Eu realmente não devo saber o que é "estar precisando"...
PS1: Cozinha muito bem e faz um bolo Prestígio delicioso!
Eu e minha secretária nos divertimos juntas. Ela é uma figura engraçada. O retrato puro e simples do povo brasileiro.
Eu: Meu bem, coloque essas chupetas para esterilizar por favor.
Ela: Sim senhora.
Eu: Obrigada!
Ela: Pobre não diz esterilizar, diz logo ferver.
Eu: Ahahahahah que bobagem, Edna. E eu, pensando bem, não costumo dizer esterilizar. Normalmente eu digo mesmo ferver.
Ela: E quem disse que a senhora é rica?
Eu: Ahahahahaahahahahah é verdade. Bem verdade.
Ela: A senhora é classe média e classe média tá mais pobre do que prá rico nesse País.
É, né??!!
PS: Passem os olhos e depois me contem o que acham de: http://coffeandhistory.blogspot.com
É um blog de textos e crônicas. Na realidade foi retomado essa semana.
Olho para o Matheus e enxergo nele muito dos meus poucos. Um pouco ranzinza, um pouco mau humorado, um pouco bravo, um pouco turrão. Um pouco engraçado. Um pouco bicudo, um pouco carudo. Vejo em meu pequeno rapaz tantos poucos de mim que fico atordoada. Consigo vislumbrar nele a mesma alma livre e boêmia que me habita desde 76. Ele faz bicos, diz "não" e aponta prá tudo querendo saber o nome.
Matheus não gosta da hora de dormir. Matheus gosta de Pink Dinki Doo e tem mostrado paixão por bolas. De todos os jeitos e tamanhos. Assim como eu que jogava bola com os meninos do prédio durante grande parte da infância e uma pequena parte da pré-adolescência. Matheus tem gênio forte. Matheus nunca está pronto prá sair do banho. Mesmo que eu solte a mangueira da banheira e acabe a água. Mesmo que esteja frio. Ele só está pronto para sair do banho quando quer sair. Nunca quando eu o chamo. Ou mesmo quando mando. Matheus não quer mais leite. Mesmo com as variações. Nescau, banana, Taeq, maçã. Ele não quer mais. Só quer quando quer. Nunca quando eu quero que ele beba. O pouco mandão.
Matheus começou a andar no dia em que minha amada avó faria 85 anos. De lá prá cá está independente. Matheus tira todos os DVDs do lugar. Abre todas as gavetas. Todas as portas de armários. Nada resiste à sua fúria infantil de descobrir como as coisas funcionam verdadeiramente. É um abre e fecha de porta diário que me tira do giro. Que me faz ter certeza do aprendizado por repetição. Ele nunca quer ir embora do parquinho e quando decide sair de casa, fica sentado na porta chorando. Até que alguém o leve para passear. Mesmo que seja uma volta de elevador. Não importa. Importa mesmo é que ele decidiu o que vai fazer. E normalmente ele decide passear. Ele só manda beijo quando tem vontade, só pára de gritar quando cansa e só sai de sapato se está muito generoso. Quando cansa de um restaurante ou um bar, ou a casa de alguém, ninguém mais fica. Todos vamos embora. Porque ele é isso. Exatamente isso. Matheus canta de madrugada e faz manha quando se vê sozinho em sua gigante cama comprada para suportar seus movimentos giratórios noturnos.
Matheus tem 1 ano e 7 meses. E mesmo assim os meus poucos são o quase tudo dele.
Mesmo com a pouca idade, já consigo prever um pouco do grande homem que se forma. Do homem de personalidade com quem vou passar uma vida negociando, provavelmente. Porque sem negócio vou perder sempre. Provavelmente. Tudo que mais posso querer agora é habitar esse mundo o máximo possível para acompanhar o desenvolvimento dessa minha carga genética disfarçada de criança. E é tudo que quero. Porque é realmente incrível gerar um outro ser humano feito de todos os meus poucos. É realmente milagroso gerar uma figura como pequeno Matheus.
Quem acompanha esse blog desde seu início sabe que tenho um amigo gêmeo: o Cris. Ele é doido no melhor sentido. Doido de fazer a gente rir. Doido num contexto que é só dele. Ele vive com a mulher há uns meses. Não sei quantos meses. Mas fazem um casal lindo. Aí vem sempre a pergunta dos "pressionadores": e o casamento, quando sai???
Então segue o diálogo.
Eu: Ei, vão casar quando?
Ele: Estamos conversando. Mas ano que vem não.
Eu: Por que não?
Ele: Porque ano que vem é ano de Copa.
Eu: Hã?
Ele: É Preta, ano que vem tem Copa.
Eu: E daí?
Ele: E daí que não dá! Eu queria casar no meio do ano!
Eu: E daí? Não é TODO dia de junho e julho que tem jogo do Brasil!
Ele: Mas e se bem no dia que eu escolher tiver jogo?
Eu: Ahahahahahaahah!!!! Como você é cara-de-pau, Cris!!!
Ele: Pensa bem, Preta, e se no dia não tiver saído a tabela de jogos das oitavas!? O que eu faço!!!???
É mole??!!
PS: Uma dica: prá quem quer ler um blog bem legal acessem: http://tenhoditoisso.blogspot.com
Saímos cedo prá eu levá-lo ao trabalho.
Ele dirigindo. O caminho é o mesmo de todos os outros dias. Há 1 ano e 3 meses o caminho é o mesmo aliás.
Ele: Nossa, viajei....
Eu: Hã??
Ele: Viajei.. Nem sei porque estou vindo por este caminho.
Eu: Hã? Como assim? Esse é o camino de todo dia há 1 ano, mor!
Ele: Ah é, né? Nossa, viajei....
A série sobre como meus familiares me amam tem sido alimentada regularmente!!
Semana passada, com minha mãe (que mora em Lisboa) na Internet.
Eu: Mãe, você amamentou a gente?
Mãe: Você somente 2 meses.
Eu: Ah, só? Por que??
Mãe: Porque você nasceu dia 12 e sua bisavó morreu na minha frente dia 7, lembra?
Eu: Hum, conheço a história, mas não lembro, realmente.
Mãe: Aí meu leite secou depois daquele susto!
Eu: E o Thiago?
Mãe: Dois meses também. Porque você só chorava, chorava e chorava. E cada vez que colocava seu irmão no peito você gritava dizendo que ele ia me engolir! Você berrava: Ele vai te comer, mãe!!!!
Eu: Ahahahahahh! Essa eu não sabia!
Mãe: Você era tão mazinha!!!
Silêncio prolongado.
Ai ai!!!
PS: O Matheus olha muito desconfiado quando estou amamentando a Bia. Olha de lado, franze a testa, olha de novo, analisa e parece que não entende. Será que ele pensa que a Bia vai me comer?? E não grita só porque não sabe falar ainda??? Deve ser tão doloroso e angustiante não poder se expressar com palavras num momento tão tenso!!!!
PS 1: Fiquei tão feliz em saber pela propaganda que uma colher de maionese tem apenas 40 calorias!! Vou encher a cara (ou melhor o pão ou a torrada) de maionese nos dias que vêem aí!
O texto não é meu, é de Martha Medeiros. Mas é exatamente assim:
Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos
Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci
Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante
Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.
Eu fico boquiaberta. Tenho passado por situações hilárias. Tão hilárias que chegam a ser mais bizarras do que hilárias.
Na verdade nem são situações. São apenas perguntas.
Situação ou pergunta 01.
Estou no elevador com as duas crianças e a Edna, minha secretária.
No melhor esquema festa estranha com gente esquisita, entra um casal. Aparentemente normais.
Ele olha a Bia, olha de novo e mais uma vez.
Ele: Que bonitinha a bebezinha. É ela, né?
Ela: Você não está vendo que é menina, querido? Tá de rosa e usa brinco!!
Ele: Ah é né.. Quantos anos ela tem?
(AAAAAAAAAAAAnos???)
Eu: Tem 58 dias.
Ele olha, olha e franze a testa.
Ele: Nossa, só isso???
Detalhe curioso: Bia tem 3,200 Kg e 52 centímetros. Grande, não????
* * * * * * * * * * * *
Situação ou pergunta 02.
Estou no mesmo elevador. Entra o mesmo casal. 5 dias depois.
Ele: Que bonitinha a bebezinha. É ela, né?
Ela: Você não está vendo que é menina, querido? Tá de rosa e usa brinco!!
Ele: Ah é né.. Quanto tempo ela tem mesmo?
Eu: 63 dias.
Ele: Ahhhh!!! Então já pode tomar banho, né??
Minha secretária me olhou com cara de Hãããããããããããã?????
* * * * * * * * * * * * * * * *
Situação ou pergunta 03.
Estou sozinha com a Bia tomando o sol da manhã no prédio. Ela dormindo com as pernocas de fora. Acreditem, ela tem cara e jeito de um nenê de 67 dias.
Um funcionário do prédio pára.
Ele: Bom dia, D. Tatiana.
Eu: Bom dia meu bem!
Ele: Nossa, como ela já cresceu, hein D. Tatiana?
Eu: Veja só né..passa tão rapidinho!!
Ele olha, olha outra e outra vez.
Ele: D. Tatiana, ela já come de tudinho???
Oi?!!!
Aguardem! Em breve mais perguntas idiotas sobre nenês!!!!
PS: Não consigo parar de comer Saltines!
Bom então prestem atenção nesse post para acabar com minha fama de cri cri.
Fim de semana na praia. Desci com o Matheus e minha Tia Xuxuzinha. Renato ficou de descer após sua longa e dolorosa jornada de trabalho. Chegou a noite com minha prima, Juju.
Segue o diálogo pré viagem.
Eu: Mor, separa suas roupas que vou colocar na minha mala, assim você não precisa arrumar nada depois.
Ele: Não precisa, linda. Eu tenho que vir em casa e faço a mala, fique tranquila.
Eu: Certeza?
Ele: Absoluta.
Desci para praia.
A noite ele chega com a Juju.
Amanhece o dia e o povo de casa começa a se preparar para ir à praia. Renato é o último a levantar e sai do quarto com a roupa social que chegou na noite anterior. Todo mundo olha. Um puta dia lá fora. Ele de calça social e camisa.
Eu: Mor??? Como assim? Você não vai colocar a gravata pra ir à praia??
Ele: Preciso sair, linda.
Eu: Hum??
Ele: Você pode vir aqui, mor?
Fui com ele no quarto. Quando cheguei perto fiquei bege. A mala aberta e vazia.
Ele: Mor, você acredita que eu esqueci as roupas??
Eu: Você trouxe a mala vazia??
Ele: Juro, mor. Dá prá acreditar??
Eu: Realmente não. Não mesmo. O que você fez quando foi em casa?
Ele: Separei as roupas, mor. Mas deixei tudo em cima da mesa.
Eu: Você não sentiu que a mala estava sem peso algum?
Ele: Claro que não, né mor.. Se eu tivesse sentido teria percebido...
Óbvio.. Claro que não.... Ai ai... E depois eu sou implicante, tá?!
* * * * * * * * * * * *
PS: Recebi dois mails perguntando o que ele fez depois disso. Então aqui vai: ele foi ao Carrefour e comprou 2 bermudas e 2 camisetas.
Uma das camisetas manchou dia seguinte de café. A outra sobreviveu.
Tatiana. 32 primaveras, verões, outonos e invernos. Casada há 5 anos com Renato.




