Saímos de Curitiba prá passar o fim de ano em Sampa e ainda não voltamos! Estamos hospedados na sogrinha. Essa hospedagem me faz conhecer mais deles: dela e do sogrinho. E são tão boas as histórias que precisei sentar e escrevê-las... O que me rendeu o post...
A SAGA DO CASAMENTO DE 30 ANOS OU COMO MANTER UM CASAMENTO POR 30 ANOS.
A saga 1: O cigarro.
Os dois são fumantes inveterados. Fumam loucamente. E o pior: o mesmo cigarro. X versão Box. O diálogo que se segue é diário. E se eu quiser ser muito verdadeira, digo que o diálogo ocorre a cada virada de hora.
Ela: Bem, o cigarro.
Ele: Quê?
Ela: Bem, passa o cigarro.
Ele segura o cigarro.
Ele: Esse aqui é meu, bem!
Ela: E daí? Me dá aqui benhê!
Ele estica o cigarro. Ela acende e segura o maço.
Bem agarradinho. E passam 5 minutos.
Ele: Bem, me dá o cigarro, bem!?
Ela: Esse aqui é meu!
Ele: Não, esse era o meu que você pegou!
Ela: E daí? Vai buscar outro vai!
Ele: Anda, bem, me dá o cigarro!
Ele anda em direção a ela com as mãos abertas já prontas pára segurar bem o maço quando estiver em suas mãos.
Ela segura e ele pega na mão dela. Todo mundo que está em volta ri. Eles se olham e riem também. E assim eles vivem felizes há 30 anos. Vai, benhê, passa o cigarro....
A SAGA 2: o cartão de crédito.
Vamos as duas ao Pão de Açúcar. Estamos saindo quando ele diz...
Ele: Ô bem, tá levando o cartão?
Ela: Sim, estou!
Ele: O do Pão de Açúcar?
Ela: Não sei, tem algum cartão aqui dentro da minha bolsa com certeza...
Ele: Mas tem que levar o do Pão de Açúcar, bem.. Olha na bolsa, veja se está aí..
Ela: Ai bem, não enche vai... Eu tô atrasada!
Ele: Não, mas tem que olhar, benhê, anda...
Ele se levanta e vai em direção à bolsa dela. Ela abre a bolsa e começa a tirar da carteira:
1,2,3,5,9 cartões..
Ela: Eu não sei onde está. Preciso ir, bem. A gente não tem almoço e já são quase 13:00!
Ele: Não. Olha direito. Tem que levar aquele cartão!!
Ela: Pára bem, eu vou pagar com outro!
Ele mete a mão na carteira dela e começa a busca pelo cartão quando é interrompido por ela.
Ela: Você não sabe procurar, me dá aqui!
Ele: Procura direito então. Ele é azul e branco, olha bem, benhê.
Vira a bolsa do avesso, joga tudo que tem na carteira em cima da mesa até que ele encontra o tal cartão!!!!
Ele: Tá vendo, é esse aqui, bem!! Azul como eu disse. E está escrito aqui: P-Ã-O D-E A-Ç-Ú-C-A-R, viu!?
Eu (que estava assistindo tudo): Ahahahahah!!! Ô sogrinho, tá ensinando ela a ler, é?
Eles se olham, riem e dão um beijo de tchau. E assim ele vivem felizes há 30 anos.
Bom. Obviamente Matheus nasceu, é lindo de viver e estou absolutamente apaixonada por ele. Vamos ignorar meu sumiço no final da gravidez mas é que... Gente, como é difícil ter um nenê em casa!!!!! O final da gravidez foi muito chato mas deu tudo certo! Mas realidade nem parece que eu terminei a gravidez. A verdade é que a sensação que tenho é que estou grávida há 1 ano exatamente. As situações são sempre hilárias.
É isso. Eu chamo de A SAGA DA BARRIGA PÓS GRAVIDEZ.
Para começar que tem 94 dias que fiz uma cesárea. Eu imaginava mesmo que a barriga demoraria prá desinchar e tudo voltar ao normal. Ou seja, entrar num jeans 42, poder usar uma blusinha agarradinha e etc. E apesar de imaginar que esse dia demoraria um pouco para chegar, eu me iludi. Acabei acreditando que as coisas podiam ser diferentes comigo e que logo logo o desejado jeans entraria sem dramas. Bom, o tal dia do jeans entrando até agora não chegou. Isso seria o pior se, por causa da pança eu não estivesse sendo submetida a situações que esmagam o ego de uma mulher. Eu confesso que a maternidade é esplendorosa. Estou apaixonada pelo meu filho mas as sequelas da barriga me deixam... por dizer assim, constrangida!!!!!!!!!
1.
Local: Loja dentro de shopping.
Situação: Estou na fila para pagar. Passa uma atendente da loja por mim. Ela pára, dá dois passo para trás e me olha. Ou melhor, olha para minha barriga. Pega gentilmente no meu braço.
Atendente: Você pode ir na preferencial.
Eu: Ah, obrigada! Mas...
Atendente: Não, não. Mulheres grávidas sempre têm preferência, por favor.
O Renato me olhou como quem me mandasse pra fila preferencial. Eu segui a atendente e num instante saí da loja.
Ai ai, as vantagens... Ei, barriguda é a mãe!!!!
2.
Local: Trânsito (mais precisamente na Av Brasil).
Situação: Estou no banco do passageiro. O maridão dirigi. O farol está fechado e aquelas milhares de crianças correm entre os carros vendendo suas balinhas, flores e etc. Uma delas encosta o nariz no meu vidro. Uma menina loirinha, de seus 7 ou talvez 8 anos. Com o nariz esmagado no vidro ela começa...
Menina: Tia, compra uma bala?
Eu: Muito obrigada, não quero.
Menina: Então me dá R$ 1,00?
Eu: Olha, eu não tenho.
Menina: Então me dá R$ 10,00?
Eu (rindo do senso de espírito dela): Eu não tenho nem R$ 1,00, que dirá R$ 10,00!
Ela olha prá minha barriga. Olha prá mim dando risada. O Renato começa a rir. Tudo bem, eu desisto de dizer que não estou mais grávida.
Menina: É menino ou menina, tia?
Eu: É menino.
Menina: E como vai chamar?
Eu: Vai se chamar Matheus!!
O farol abre. O Renato enxuga as lágrimas de tanto que ri. Eu olho prá baixo. Realmente a barriga não colabora. E o pior é que não adianta chupar a barriga porque barriga de recém grávida não vai prá dentro, é incrível!!!
3.
Local: Fila do cartão Unique dentro do Villa Lobos.
Situação: Estou na fila. 3 pessoas na minha frente. Atrás de mim um casal de seus 50 anos.
Ela olha prá minha barriga. Já me conformo com o olhar.
Ela: Você não quer se sentar? Vou pedir uma cadeira para você.
Eu: Não, não precisa. Estou bem.
Ela: Bem mesmo? Está muito quente hoje...
Eu: Não, tudo bem. Estou ótima, acredite.
Ela: Ai quando a gente é jovem é sempre tão mais fácil, né?
Eu: Realmente é mais fácil.
Ela: Olha, se você quiser sentar vai que eu aviso o moço que você estava na minha frente, tá?
Eu: Muito obrigada, Senhora, mas estou bem aqui.
Ela: É menino?
Eu: Sim.
Ela: Logo vi, sua barriga está redonda.
Ai ai...
4.
Local: A cozinha da minha sogra.
Situação: Cida chega para trabalhar. Ela me olha uma vez. Duas. E outra. Até que...
Cida: Nossa, Tati, você está cheinha, né?
Eu: ahahahahaha! Estou, Cida, estou cheinha sim. Não consigo emagrecer. Um horror!
Cida: Ah Tati, não emagrece agora não. Tá bom assim!
Eu: Tá bom, Cida? Tá bom pra usar moleton, né?
Cida: Não Tati, sabe o que é? Essa barriga aí, tá com jeito que tem outro!
Eu: ahahahaha! Outro o quê? Outro nenê?
Cida: Pois é, Tati, será que você não está grávida? Essa barriga tá de grávida, Tati.
Tati: Cida, pega aquele café prá mim, por favor, vai...
Vocês acreditam se eu disser que ainda não nasceu? Aquela história de que provavelmente eu entraria em trabalho de parto 48 horas após a suspensão dos remédios não funcionou. Pequeno Matheus desligou por alguns dias o botão do cordão umbilical e dormiu. Então continuo grávida e cada vez mais ansiosa, por óbvio. E já que não aconteceu nada marcamos a cesárea para quinta-feira, dia 25. Vamos que vamos porque estou conformada de que se entrou tem que sair!!!
Eu me ausentei esses dias todos mesmo sem Pequeno Matheus ter nascido porque encalho uma vez por dia. Sendo, como vocês podem imaginar, comumente desencalhada pelo Renato quando o mesmo chega em casa. Sério!!! Eu passo dias, tardes e noites dormindo. Me deu um sono absurdo e me joguei completamente.
Mas para isso aqui não ficar muito chato e monótono, algumas considerações sobre as 39 semanas de gestação.
Novas dificuldades:
* Demorei algumas horas prá entender o funcionamento da mangueira da banheira de pequeno Matheus!! Tudo bem, não é difícil mas não podemos esquecer que sou uma pessoa apavorada, afobada e descontrolada e que vai precisar cuidar de um bebê enquanto faz todo o resto ao mesmo tempo. Pelo menos é assim que tenho reparado minhas amigas: elas desenvolveram uma capacidade assustadora de realizar 40 tarefas ao mesmo tempo com o auxílo de uma única mão e um único braço. Isso porque o outro segura o nenê.
* Demorei um pouco mais de horas também prá conseguir, com minha sutileza peculiar, manusear o Moisés sem querer jogá-lo da janela. Pois é. Eu nunca tive vocação, gente!!! Tô adorando mas nunca tive o dom, sabe!? E que fique claro que a lenda das nossas avós de que temos instinto materno é MENTIRA!!!! Não existe instinto algummmm!!!!!!!!
* Andar. Que é básico, concordem! Eu sou uma pessoa manca. Sabe daquelas que jogam a perna de lado prá levá-la à frente e poder dar um passo? Isso mesmo. Eu jogo ela de lado, fixo na frente e jogo a outra médio de lado. Meu lado direito está mais prejudicado que o esquerdo. Não entendo o por quê disso mas entender também não faria a menor diferença.
* Descer escadas. Como alguém desce escadas sem poder enxergar seu próprio pé, me digam? São detalhes que a gente nunca percebe, mas quando está grávida....
* Subir escadas. Não pelo mesmo motivo acima. Mas por causa do peso e do repouso a que estou submetida. Ai ai!!!
* Comer. Precisa comer? Precisa, claro. Mas como fazer isso com o mínimo de prazer se a azia é arrebatadoramente cruel? Eu estou tomando há 38 dias ininterruptamente um anti-ácido. Já virou refrigerante. Duas colheres de sopa antes das refeições. Mas se tiver azia depois de comer pode tomar também. Então tomo antes e depois para assegurar. Ainda bem que tem o sabor morango prá aliviar o desespero de quem toma anti-ácido quase que de canudinho como eu. E mais!! Como é possível comer sem prazer nenhum considerando que meu ex-pequeno estômago perdeu 90% de sua capacidade de trabalho? Ó vida tirana...
* Toda mulher em fim de gravidez (pelo menos todas as que perguntei até agora) ficam com um pontinho preto no umbigo. O Renato constatou ontem que esse pontinho é que nem palitinho de peru (de preferência Sadia) de Natal. Quando pular do umbigo, pequeno Matheus simplesmente escorregará de dentro de mim, sem nenhum esforço nem artifícios bestas (tipo anestesia) e pronto! Sairemos felizes de qualquer que seja o lugar andando de mãos dadas com ele (que obviamente sairá andando junto sem sequer passar pela fase de ficar "durinho")...
* Passeando no shopping outro dia e olhando vitrine de brinquedos coloridos e que fazem sons múltiplos, vimos uma máscara que custava quase R$ 200,00. O comentário para essa máscara foi: "Tomara que nosso filhão deteste máscaras, né, amor?". É.. fazer o que?!
* Sobre o Moisés... o diálogo foi rápido e por isso me sinto à vontade em reproduzí-lo. A seguir...
Eu: Meu Deus, não entendo como o Matheus vai ficar seguro aqui nesse cinto!! Eu acho isso tudo tão grande pro tamanho que os bebês nascem!!! Será que ele não escorrega? Oh Céus! Precisamos entender logo o funcionamento disso, porque ele sairá da maternidade no Moisés!
Ele: Não fica aflita, mor, você pode ir no banco de trás do carro com ele no carro!!
Eu: Não entendi!! O que tem isso a ver com a complexidade de se assegurar uma criança no Moisés?
Ele: A gente não precisa aprender como fazer isso até semana que vem e ficamos infinitamente mais tranquilos!
Quer jeito melhor de encerrar os assuntos??
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Outras NADA MENOS importantes:
- Matheus está previsto para estrear semana que vem, gente!!!!!!! Já avisei o maridão que se ele não atualizar isso aqui vai ficar difícil!! Portanto, caso um sumiço sem precedentes se instale nessa casa por uns dias não preocupem! Por hora será dia 12!! (Apesar que dia 12 é feriado e ninguém ia olhar esse blog, né? Então tá, esqueçam!)
- Parei com as balas azedas há 15 dias, acreditam? É que enfim a azia venceu... (E o Renato esvaziou meu cofrinho de moedas que provinham minhas balas.. !!!)
- Preciso realmente reavaliar a questão do normal. O Renato está decidido: só assisti se for cesárea. Parto normal "dá muita aflição, mor..."
- Mas de qualquer maneira, desejem-me sorte. Às vezes parece que vou precisar, sabia?!
É isso. Só isso. Aliás nem sei porque você sente esse cagação absurdo que te toma a consciência!! Afinal de contas, Tatiana, é só um parto normal, deixa de ser bundona. E outra: entrou tem que sair. Hurum, concordo que entrou num tamanho beem menor, é verdade. Mas que diferença isso faz, hein? Hein?! O importante é que vai sair!!! E se seu medo é com relação à passagem dos ombrinhos, respire fundo. Tem anestesia prá parto normal hoje em dia. Estamos em 2007, lembra? Ninguém vai te colocar berrando, urrando, delirando por 10 longas horas com uma mucama ao lado direito te molhando a testa com um paninho ridículo enquanto a parteira tenta te convencer de que falta pouco. Muito pouco. Agora é só o tronco, vamos.. Respira, respira, mãe!!!!!!!! Medo de que então? Se tem anestesia e estamos em 2007 não há motivos prá ter medo, convenhamos. Claro que não. Medo de entalar não pode ser, seria bárbaro demais prá uma mulher de 30 anos que acessa a Internet desde sua invenção e portanto, mesmo que fosse uma jumenta, tem acesso a qualquer informação disponível na pequena rede. Medo de dor também não porque já te informei sobre a anestesia, né? Eu até queria citar aqui mais dois ou três medos mas não consigo sequer pensar que possa existir qualquer outro que não seja um desses dois... Então! Possibilidades esgotadas!! Te resta relaxar e esperar pela hora que está tão perto. Não tem porque ter medo, entendeu? Did I make myself clear, criatura? Não há motivos prá isso!
Quer dizer... Também não é assim, eu sei. Motivos a gente sempre encontra quando quer, mas a questão é que você está bancando demais a cagona e eu nunca te vi desse jeito. Manhosa. Chata. Irritada. Cri cri. Porra, você está vivendo o momento de maior plenitude na vida de uma mulher, anda reage!! (De novo essa conversa de plenitude, hein? Hein!?).
Todas as suas amigas estão, nesse ano, parindo como você. Algumas já estão com suas crias no 30º banho. Já te contaram que não doeu, que nada de errado aconteceu e mesmo assim você é pessimista a ponto de achar que com você será diferente? Valha-me Deus!!! A Daniela te traumatizou eu sei, mas ela não fez por querer.. Só deixou no orkut a seguinte descrição para a seguinte pergunta:
Tatiana: Dani, como está o Nicholas? Foi tudo bem? Cesárea ou normal? Sofreu, Dani?!
Dani: Tati, não tomei anestesia! Usei a piscina para relaxar e mais no final um gás que deixa meio grogue... Foi um parto ativo, não sei se já ouviu falar disso, não fiquei deitada com as pernas pra cima... dei a luz de joelhos, na cama do hospital, apoiando na cabeceira da cama... a gravidade ajuda na saída do bebe. Li muito, resolvi optar por não tomar anestesia porque é melhor pro bebê. Lógico que se não tivesse aguentando tomaria, mas dei conta do recado. E eu pensei que fosse fraca para dor!! Relaxa, e impressionante. Dói sim, mas na hora o instinto materno fala mais alto! Vai dar tudo certo. Quando nasce mesmo? Beijinhos, D.
E então?! Mesmo depois desse relato absolutamente verdadeiro você ainda tem medo? De quê? No seu não vai ter piscina nem ajoelhada em cima da cama. Respira e não me enche mais o saco, hein!? Tenha dó, Tatiana, lembre-se do instinto materno. Ele profere milagres na hora H! Basta que você ore muito para Nossa Senhora das Dores, Frei Galvão (e tome todas as pílulas porque são imbatíveis no quesito dor no parto), faça aquelas 8 novenas que recebeu por email de outras gestantes ou que você apenas acredite: é só um parto.
E olha, vamos lá. Todo mundo tem filho, porra. Se fosse assim tão terrível esse mundo não estava tão super populado. Imagina na China? Elas sentem zero dor com certeza. No Brasil devem sentir dois de dor (a não ser ser quando é SUS porque aí a história é muito outra). E dois de dor é uma perspectiva baixíssima. E dar à luz é bem mais tranquilo do que trabalhar para tentar pagar todas as contas enquanto se cuida prá não perder o puta marido que você tem, olha as roupas quando chega em casa e ainda tenta bancar a super mulher 2007 encarando uma jornada dupla que começa no trabalho e termina no fogão. A pergunta é: as mulheres de 2007 cozinham? Tudo bem. Essa pergunta nem se encaixa no tema do texto mas enquanto escrevia pensei nela profundamente. Cozinham? Voltando então... Você vai ter filho no hospital com a mais competente equipe de Neo Natal de Curitiba, dois médicos assistindo, o marido (que por enquanto insisti em dizer que vai filmar tudo só se você não sofrer) e uma pequena intensidade de ansiedade vindo diretamente de São Paulo. Qual o problema? Os pontos caem sozinhos, sabia? Em no máximo 2 dias! Olha que maravilha! Na cesárea nem conseguir lavar a cabeça você não ia direito porque os braços ficam limitados nos primeiros dias. E o corte é bem mais agressivo. São 7 camadas até chegarem no tão sonhado nenê! Imagine os pontos num corte de 7 camadas? Tem que andar curvada como os primatas (a tal selvageria caberia aqui, não? Que dúvida!!...) e demora muito mais para voltar a dirigir... E acredite, os ombrinhos passam fácil pela super mega abertura que fazem em você quando ligam sua Banda A com a B num picote rápido e indolor (juram os médicos e amigas. Que amigas? Por enquanto só vi delas todas cesáreas e mais cesáreas. Com dores, tá bom. Mas sempre cesáreas). Mesmo ele tendo um avantajado diâmetro de cabeça os ombrinhos são mais largos, não é mesmo? Se todos os ombrinhos de todas as crianças do mundo que nasceram de parto normal passaram, os ombrinhos do seu também passarão. Basta que você respire. Respira fundo, vamos!! Anda, Tatiana, respira fundo! Isso, cachorrinho agora. Relaxa os joelhos aqui, vamos...!!!!!!!!!! Força..!!!!!!!!!! Só mais um pouquinho!!!!!!!!! É só um parto normal, porra!!!
Sobre como lidar mal com a limitação.
Cheguei no ponto máximo (eu sei que já tinha dito isso, mas agora é sério!). Cheguei no estágio em que a pessoa não respira mais nem de ladinho e nem de jeito nenhum. E de barriga prá cima só fico se quiser morrer asfixiada. Esta noite percebendo que a limitação atingira seu cume (nossa, acho que nunca tinha escrito cume no meio de um post e adorei!), resolvi dar um respiro pro marido e fiquei na sala encalhada no sofá-cama vendo Discovery. Ele entrou e dormiu rápido. Eu me ajeitei com 5 travesseiros, almofadas, edredon, Nick, controle da TV e da Net e a barriga. Estava ótimo até que, sem qualquer precedente as coisas começam a acontecer...
Acontecimento 1.
Não importa quanto tempo eu demore prá me ajeitar, minha bexiga é minha maior " inimiga ". É só acertar o ponto que ela dá sinais de enchimento súbito. E imediatamente tenho que levantar, fazer 0,1 ml de xixi e demorar mais outra meia hora prá me ajeitar. Então, o acontecimento 1 foi normal. Assim que acertei a posição ideal precisei levantar. Com alguma esportiva, dei uma risadinha sem graça de mim (não que tivesse graça, mas só prá não perder o pouco de bom humor que me resta nessa fase quase final) e voltei pro sofá.
Acontecimento 2.
Acertei a posição pela segunda vez o que é raro considerando-se as necessidades e limitações. Quando respirei aliviada tocou o despertador do celular. Me dei conta que eram 2 da manhã e que tinha que tomar remédio. Ainda com certa esportiva levantei. Afinal remédio é remédio e com gravidez não se brinca. Levantei, tomei o remédio e muito esperta resolvi que levaria a garrafa de água prá sala para não ter que levantar pela terceira vez caso tivesse sede...
Acontecimento 3.
Desta vez não me ajeitei tão bem, mas estava realmente satisfeita (sempre considerando as limitações). Fiquei assistindo as peripécias do reino animal por meia hora quando vem do vizinho um cheiro insuportável de pipoca. Salivei e fui prá cozinha, sou uma mulher grávida!!!! A diferença é que dessa vez foi com mais esportiva porque sabia que voltaria pro quentinho do edredon com a pipoca de microondas no balde da ERA DO GELO que eu adoro. (É um balde cuja utilidade é: colocar pipocas). Então não me importei tanto. A pipoca estava deliciosa e eu comi o pacote todo sem qualquer dificuldade ou esforço...
(Com o estômago cheio de pipoca com manteiga, fui acometida por uma sede quase louca. Mas como sou muito esperta, apenas peguei a garrafa, enchi o copo e bebi. Depois daquela água deliciosa, resolvi dormir. E não é que cochilei por 15 minuntos? Foi então que caminhei pro ...)
Acontecimento 4.
Na tentativa de levantar com cuidado para não forçar a barriga e estourar a bolsa, fui me ajeitando como as jubartes, de ladinho, prá sair do sofá -cama. Eu novamente precisava fazer xixi. Só que eram 4 da manhã. E com toda habilidade do mundo, passei a perna de forma a derrubar a garrafa inteira de água no chão. (Só que na verdade não era uma garrafa e sim uma jarrinha cuja tampa é apenas encaixada. Ou seja, qualquer que seja a força da água a tampa sai quicando). Eram 4 da manhã e agora eu tinha que cumprir a tarefa de secar a sala antes que me espatifasse sozinha (recordando as limitações de manusear um rodo com um pano de chão sem poder curvar as costas e nem tampouco precisar virar o pano de chão de lado. Uma tarefa difícil que me levou ao...)
Acontecimento 5.
Me dirigi ao interruptor para acender a luz porque precisava de luz prá secar a pequena cagada que havia acabado de fazer. Apertei meu lindo e charmoso interruptor quando enxerguei um clarão (e um som parecido com: "puf"). Pronto. A quase pseudo desgraça estava armada: a lâmpada queimou. Acendi o resto da casa e sem qualquer espírito esportivo sequei o chão.
É pleno, gente!!!!!!!!!! Tão pleno, tão pleno que nem sei descrever o que senti quando acabei todas as tarefas, às 5:15. (Não, não moramos numa mansão onde se justifique a demora de quase 1 hora prá secar o chão.. a verdade é que só estou grávida.... Mas é pleno, gente, acreditem!!!!)
* * * * * * * * * * * * * * * *
Estou medicada há 8 dias com um remédio chamado Neozine. Não contei aqui porque isso seria repetitivo mas final de semana passado fui internada novamente. Saí no domingo com a missão de tomar por 8 dias o tal Neozine. E qual não foi minha surpresa ao ler as primeiras (e últimas) linhas da bula:
INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
Ação esperada do medicamento:
"Neozine gotas é um medicamento cuja ação esperada é a sedação e melhora nos quadros mentais como por exemplo, ansiedade..."
Oi?? Quadros mentais????????
Ai ai...
PS: Tomei o melhor sorvete da minha vida aqui em Curitiba, num lugar chamado.. Ih, esqueci o nome do lugar mas depois eu falo, tá?
PS1: Estou impressionada com a paciência do meu marido. Se não fosse ele...
PS 2: Meu irmão chegou de Chicago e já foi pro Chile... Chique, não?!
PS 3: Ah, vocês já comeram uma bala chamada Nerds, do Willi Wonka? Conheci com minha afilhada semana passada e adorei! Experimentem a rosa e roxa!! (Não sei dizer o sabor da bala. Tá. Rosa é morango.. mas a roxa eu não lembro! Será que é uva?!)
Como vocês sabem estamos morando em Curitiba. E como sabem também estamos no final da gravidez, o que causa em nossas famílias (que vivem em sua totalidade em SP) uma certa ansiedade por não estarem acompanhando todos os dias o crescimento da barriga, os movimentos de pequeno Matheus etc. Por causa da distância, todos os começos das últimas semanas enviamos fotos e vídeos para que nossos amados entes possam ver alguma coisa e não sintam-se tão brutalmente excluídos do processo de expansão e maturação que estamos vivendo.
Mas o mais legal disso não são as fotos nem os vídeos. São as respostas de alguns membros hilários que compõem nossas famílias. Ontem enviei a eles 4 fotos do final de semana. Seguem abaixo as melhores respostas escolhidas numa triagem detalhada:
1. A resposta de querido Tio Mauro: (na mesma formatação que ele mandou)
"Caramba!!!!! Isto não é uma barriga e sim um balão de ar!!!!!!!!! Para quando está previsto a chegada do mosquitinho? Estamos loucos para rever curitiba...
...Ah,e vcs tb!!!!!!
beijos
tio mauro
2. A resposta de Tio Alberto:
"COM ESSE TAMANHO O MATHEUS VAI CHEGAR DE BARBA!!!!!!!!!!!!!!!!
BJS
BETO"
3. A resposta da prima Juju:
"Caraca, prima!! Como você conseguiu ficar deste tamanho???"
4. A resposta do avô materno:
"Filha, estou absolutamente impressionado com seu plano de expansão. Ele realmente funcionou e sugiro que passe a dar palestras sobre "Como engordar sem fazer qualquer esforço". Um beijo grande do seu progenitor.
PS: Aliás, cadê seu tornozelo?
PS 1: Bem que você disse mesmo que suas coxas pareciam um pernil...."
Será que eles entenderam que estou grávida? De 34 semanas? Ou será que passei dos limites do razoável mesmo? Será que estou a ponto de sair pelas ruas de Curitiba quicando que nem bola de Playcenter? Será que vou voltar a pesar 59 quilos e poder rebolar ao som de alguma música dessas da moda que não me dizem nada? Será, meu Deus? Será!?
Quero testemunhas pro caso de pequenino Matheus nascer com problemas de auto estima e precisar de psicológicos. Sugiro que os responsáveis comecem a planejar a famosa vaquinha... Por favor, depósitos feitos na Conta do Banco Real.
É um dom, já entendi. Saber sentir dor é dom e nada mais mudará essa minha nova opinião. Vocês não fazem a pálida idéia da dor que senti ao entrar em trabalho de parto, na quarta-feira, 23:00 hs. Não!! O Matheus não nasceu mas entrei em trabalho de parto. Chegamos no hospital (por sorte) quando ainda tinha apenas (percebam: apenas!) 3 cm de dilatação (são necessários 10 para o pequeno estrear em nosso mundo). Mas eu estava absolutamente enlouquecida e insandecida de dor (e ainda faltavam 7 cm, hein?!). Foi a sorte. Se a dor não tivesse sido exatamente aquela, teria ficado em casa e ele teria nascido prematuro. E isso, apesar de não significar nada exatamente grave nunca é o ideal.
Bom, fiquei internada já na quarta-feira. Na quinta-feira me levaram para um quarto onde fiquei até sábado de manhã cedo quando pequeno Matheus resolveu se conformar de que ainda não era sua hora. Então está tudo bem agora. Só preciso me conformar com o repouso absoluto e passar os próximos 20 dias bancando a mamãe ursa em tempos de hibernação.
Tá. Mas apesar das dores e do medo que senti do Pingo vir na hora errada, vamos a... DUAS SAGAS RÁPIDAS DE HOSPITAL...
1. A saga da veia fina
Eu alucinada de dor. A enfermeira chega com agulha, injeção, duas ampolas de remédios etc. Gangrena meu braço com aquela tripa horrorosa para alguma das veias saltar. Eu tenho as veias ruins, medrosas e finas. Elas simplesmente somem com uma rapidez assustadora quando preciso delas. A enfermeira tenta uma vez. Me pica mas não dá certo. Tudo bem, acontece. A enfermeira tenta a segunda vez. Tudo médio bem. Na terceira tentativa ela conclui brilhantemente:
"Melhor eu chamar minha chefe, né? Já esgotei minha cota de tentativas. Um momentinho, por favor!? Eu volto rapidinho".
Não posso negar que a idéia dela foi realmente boa. Mas teria sido bem bem bem melhor e sensata se aplicada rapidamente em mulheres que já estão em trabalho de parto. Aff!
2. A saga das perguntas imbecis dentro de um hospital.
Não sei porque eles fazem perguntas tão tão tão imbecis! Ah que ódio!!!!
A criatura especializada estava me vendo em cima de uma cama de hospital, sabendo do trabalho de parto (em franco andamento) e com um remédio na mão. Ao invés de me dar o remédio e deixar as perguntas imbecis pra sequência, ela inverteu a ordem...
Enfermeira: Tá com muita dor, mãe?
Eu (com a cara retorcida, mordendo os cantos dos lábios e quase agarrando nos cabelos da cidadã): Hurum, muita. Muita dor.
Enfermeira (falando molinho, me tratando que nem criança): Eu imagino, mãe. Mas vamos aguentar mais um pouquinho, tá?
Eu (já irritadíssima e portanto grossa): Vamos. Se você aplicar logo essa injeção vamos aguentar até mais! Quem sabe, né? Pode aplicar agora?
Enfermeira (agora me tratando deliberadamente como uma monga): É só uma picadinha, tá, mãe?
Eu (rosnando): Quantas picadinhas você quiser, meu bem. Só faz passar essa dor porque todas as minhas amigas mentiram pra mim quando disseram que isso aqui era baba! Eu estava preparada pra dias bem mais tranquilos!!!!!
Enfermeira (resolvendo achar graça da piada que nem era piada): Ahahahaah mas é assim mesmo... tem gente que sente dor e tem gente que não! É o primeiro filho, né?
Eu (com sensação de morte próxima): Hurum, por isso que não quero sentir mais essa dor. Vou acabar ficando traumatizada e aí sim meu marido nunca mais vai poder sequer pensar numa segunda gravidez...
Enfermeira: Bobagem, mãe... dizem que esquece.
Eu: Mas se bem me conheço e se continuar sentindo essa dor eu não serei capaz de esquecer nunca! Vamos logo com isso?
A picada.
Enfermeira: Doeu, mãe?
Eu: Perto da dor que eu sinto nada dói, querida!!!
Enfermeira (com certeza absoluta de missão cumprida lindamente e bancando a Madre): Viu como conversando as mamães nunca sentem quando tomam a picada????
Alguém aqui falou que o problema era a picada????
SOCORRRRRROOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Moral da história : Dói horrores, odeio hospital e me casei com o cara mais companheiro do mundo.
PS: Ser mãe é padecer no paraíso!!!! (E exatamente nessa ordem gramatical. Uma loucura!)
Fim de linha!!!!!!!!! Fim de linha, fim de linha!!!!!!!!!!! Eu realmente estou muito mole (e acreditem, nunca fui assim! Minha mãe quase morria de exaustão porque eu era hiperativa! Mãe, manifeste-se em meu favor, pleaseee..)!!
Imaginem vocês que hoje cedo o Rê estava quase saindo do banho quando entrei no banheiro para escovar os dentes. Num súbito ataque de hiperatividade, resolvi que tomaria banho àquela hora (7 da manhã) e que começaria ativamente meu dia pois tinha levantado extremamente disposta (e com zero vômitos durante a madrugada). Pedi que não desligasse o chuveiro e que quando estivesse saindo me chamasse. E assim ele fez. E em poucos segundos eu estava embaixo da água quentinha e acalentadora (hoje está muito, muito frio aqui!! Tá, tudo bem. Não está tão frio assim para os curitibanos, mas para os paulistas está, tenho certeza absoluta!). Fiquei o tempo suficiente para tomar um banho sem colaborar com o desperdício de água da planeta e então saí do box. O vapor do banheiro estava tão quentinho que dava dó de sair dali e encarar o frio do restante do apartamento.
Como vocês também já sabem não alcanço mais o final das minhas canelas quando estou em pé (o problema da flexibilidade, lembram, né?). E na verdade alcanço mais ou menos quando estou sentada (falando exatamente a realidade eu não alcanço, mas fui desenvolvendo técnicas de dobramento com segurança na gravidez até que fosse capaz de me secar sozinha. Esse era o único modo de não ser proibida de tomar banho quando meu marido não está em casa. Isso seria dependência demais pro meu gosto refinado de mulher -quase- bem resolvida). Enfim.
Sentei no vaso com a tampa abaixada (óbvio, estava querendo me secar e nada mais) e comecei a executar meu exercício seca-canelas. E o vapor continuava quentinho. Num milésimo de segundo decidi respirar e encostar a cabeça na parede. Apoiei meu braço direito na pia para descansar uns segundinhos e a pia estava muito gelada!! (Óbvio é de mármore... dã!!!) Alcancei minha toalha de rosto, dobrei-a e coloquei-a em cima da pia e apoiei novamente o braço. Pronto, estava quentinho para o pobre braço! Só que a cabeça começou a pesar e encostei a jaca na toalha. E em menos de 1 segundo dormi. Um número de circo.
Acordei com o Renato rindo (mais óbvio ainda), me dando bronca, querendo rir mais ainda e me levando prá cama. Me cobriu e dormi de novo.
Isso porque tinha levantado super disposta e cheia de planos...
Ai ai, é a plenitude de dormir no banheiro sem ficar constrangida!!!!!
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Ah! Esqueci de contar a moral da história: Fui terminantemente proibida de tomar banho quando o Renato não estiver em casa! É a plenitude da dependência!!!!!!
* O quê? 6 X 0 pro meu idolatrado Tricolor?
"Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro..."
* Olha gente, leiam sem falta: O Livro do Papai, de Helio De La Pena, o casseta. Não precisa estar grávido nem estar pensando em filho.É Simplesmente uma obra prima do bom humor.
* Estou pensando em publicar aqui uma micro série de vídeo. Eu, o Renato e o Nick protagonizando uma cena fantástica. O Renato é a favor mas tenho achado muita exposição para o pobre cachorrinho que insisto em dizer: eu amo!
* Minha amiga Lilica publicou hoje um texto lindo no flog dela. Chorei tanto! Fala sobre uma talzinha de uma mãe de um determinado pequeno Matheus. Ai ai, se a gente tem amigos, prá que ter medo, né? Amo você, traste!
http://www.fotolog.com/limello/34242720
* Essa noite Matheus deu baile. Não preguei os olhos. Viva a vida selvagem!!! U-HU!!
* Vou retomar o projeto de escrever meu livro. Como daqui pouquíssimo tempo terei Matheus nas mãos, fica faltando apenas plantar uma árvore pra concluir as três coisas que dizem que uma criatura deve fazer nesta vida. Mas e depois dessa tarefa concluída? O que vem? Estará cumprido meu ciclo? Se for isso avisem-me porque deixo para plantar a árvore bem mais tarde!
* Afinal, quem matou a Thaís??
PS: Aguardem post novo amanhã!!!
PS 1: Contei aqui que meu irmão foi pra Chicago? Foi estudar um mês pela empresa. Tô tão orgulhosa!!!
PS 2: Mães leitoras deste blog, digam-me uma coisinha: qual é a sensação da contração?? Muito obrigada!
Sabem de uma coisa?
O Renato realmente é o homem da minha vida. Eu não podia ter encontrado outro. Tinha que ser ele e ponto. E para fazer um post dedicado a este homem esplendoroso, vou listar alguns dos motivos que me fazem ter absoluta certeza do que estou dizendo. E como uma pessoa consciente que sou, vou listar também o que faço para merecer isso:
1º motivo (e mais importante):
Desde que fiquei grávida estou ainda mais ciumenta. Muito mais mesmo. Vocês não podem acreditar.. A sorte dele é que não desenvolvi traços violentos no decorrer da minha vida. (Ainda!!!!!!!!!). E ele suporta dando risada, tirando sarro de mim e me deixando sozinha no auge das minhas problemáticas. (Quando, na verdade, ele podia ficar de saco cheio, dar uns gritos na minha orelha e me chamar de mimada).
O que faço para merecer isso:
Hum...
2º motivo (e um pouco menos importante que o primeiro):
Eu choro cada vez mais. É uma coisa que sai do controle. Eu choro vendo comercial, novela, cachorro (mesmo que ele esteja com o dono eu choro) e ouvindo música. Às vezes não aconteceu nada, estamos conversando e eu choro. E ele, mesmo sabendo que não aconteceu nada, que está tudo lindo, alisa minha cabeça, me dá um beijinho e pergunta com uma paciência de Jó o que foi que houve desta vez. (Quando ele podia me mandar parar, rir de mim, ficar com a paciência esgotada e ma chamar de mimada).
O que faço para merecer isso:
Eu não faço nada neste quesito porque não consigo segurar o choro. Só por isso!
3º motivo (igualmente importante ao motivo 2):
O Nick está muito chatinho e sentido (o Renato disse que vai comprar uma alça pra ele). Ele chora que nem eu. O tempo inteiro. Parece que sabe que pequeno Matheus está prestes a estrear e está com medo de virar sabão! Ele chora para subir na cama, para descer, para alguém pegar a bolinha, para alguém dar colo prá ele. Situação agravada pelo inconveniente máquina zero no frio de Curitiba. Como minha barriga já não me permite determinados movimentos, não posso ajudar o pecorrucho. Logo, ele passa o dia todo implorando colo e eu tentando explicar que não consigo mais pegá-lo. E logo, quando o Renato chega em casa, ele tem colo, companhia, pai, tudo. Quantas vezes o cachorro chorar, quantas vezes ele socorre o cachorro. Um amor!
O que faço para merecer isso:
Tenho pensado muito nessa questão, sabe? Mas a realidade é que não me sinto culpada porque simplesmente não posso abaixar e dar colo pro cão, não posso sair na rua na velocidade em que ele deseja. Passear e desbravar postes e afins. Não tenho capacidade de sair correndo que nem louca atrás da bolinha azul que ele ama. Agilidade de Morsa manca mesmo.
4º motivo:
Ele já até raspou os últimos pelinhos da canela, aqueles perto da canela. E isso eu já contei aqui, não preciso repetir... (Para os que não leram, a conversa está no post do dia 24.08)
O que faço para merecer isso:
Na verdade não faço sempre, mas para esse motivo exclusivamente, vale a resposta: Bolo de laranja, rocambole de chocolate e pavê! E ele adora!
Assim como eu, o Rê não estava pensando em filho quando o Matheus deu o ar de sua graça! E assim como a minha, a ficha dele demorou para cair.... A gente não se informou sobre quase nada até agora há pouco. Eu ficaria ansiosa demais e ele provavelmente esqueceria tudo que leu antes disso. Agora, arrumando as coisas para chegada de pequeno Matheus, começamos a ler, a comprar as coisinhas que faltam etc... Com as informações, vieram as dúvidas... O que nos rendeu na realidade, além de muitas risadas na hora do jantar, o post:
DÚVIDAS DO RÊ...
* Esses dias estava mexendo nas coisas do Matheus, separando o que vai para maternidade, quando ele teve seu primeiro contato visual com uma pinça higiênica. Ele olhou, franziu a testa, aproximou a embalagem dos olhos, leu o que era aquele objeto absolutamente desconhecido e imediatamente me perguntou se fazia parte do EPI do Pai (equipamento de proteção individual pros íntimos). Antes que a resposta me visse à boca, imaginei o Renato com óculos de proteção, macacão daqueles bem fofos, máscara e capacete, afastando a pinça higiênica do nariz, segurando-a com os braços bem esticados para frente, com cara de nojo do pano contaminado e segurando o vômito. Ai, ai...! Antes que minha imaginação fosse além ele me indaga realmente preocupado:
Mor, não tinha uma mais cumprida??
* A segunda dúvida me faz rir até hoje quando lembro. Segue a situação:
Estamos dentro de uma loja conversando com uma vendedora. Eu pergunto sobre o Moisés. Ela responde. Eu pergunto então sobre o carrinho. Ela responde novamente quando somos inteligentemente interrompidas pelo meu amor, com a seguinte indagação:
Amor, porque precisamos ter um Moisés e um carrinho? Aliás, pra que vamos carregar um Moisés se podemos empurrar um carrinho?
Ai ai... Alguém se habilita?
* E finalmente as perguntas mais curtas que ele já fez e que me lembro agora:
- Mas para que fralda de pano e descartável? Não podemos escolher somente uma?
- Tudo isso de chupeta?? (Tudo isso = 3!!!)
- Você tem certeza absoluta de que ele vai precisar de carrinho, moisés, cadeira de carrinho e cadeira de alimentação?
* Tenho duas amigas que tiveram seus filhos agora. Uma há 10 dias e outra há 30. As duas me escreveram dizendo que tenho que curtir demais, demais minha barriga porque vou sentir saudade. E não consigo saber como vou sentir saudades de todas as dores que sinto. Será? (Ai, mas quando ele mexe aqui é tão legal, tão gostoso, tão pleno!!)
* Algumas pessoas me disseram que quando temos azia é porque está crescendo o cabelo do nenê. Outras me disseram que provavelmente (aliás provavelmente é muito vago, não?) o nenê vai ser chato para comer. Fiquei sem saber em que acreditar mas prefiro a primeira opção. Sugestões?
* Logo que descobrimos a gravidez, 378 pessoas fizeram a tal da brincadeira da colher e do garfo, que a grávida tem que escolher onde sentar, sabe? Na verdade nem sei direito como é a brincadeira. Garfo é menino e colher é menina, é isso, gente (Corrijam-me!!! )!? Bom, o fato é que sentei 378 vezes em sofás diferentes para o povo descobrir qual era o sexo do meu filho. Todos diziam que era mulher. Incrível, não? O pior é que nessa eu acreditava... Fiquei tão decepcionada (mas imensamente feliz por ser mãe de um menino.. eu queria tanto menino!!!)!
* Não me lembro mais como é passar por um processo de digestão inteiro (claro, eu vomito qualquer coisa bem antes!!!), como é ficar menstruada, como é não comer balas cítricas e azedas, como é pintar o cabelo e não me lembro muito como eram lindos e ajeitadinhos meus pelinhos dos braços quando ainda podia clareá-los. Só me lembro de como é (inclusive bastante ruim) sentir-se a macaca monga de tanto pêlos. E escuros, óbvio. Esquecimentos esses que mexem profundamente com a auto estima e com a vida de uma mulher. Quiçá com o casamento de duas pessoas que procuram preservar as intimidades horrorosas (aquelas que destróem o charme, sabe?) como, por exemplo, raspar as pernas. Não sei se já contei, mas cera me dói. Dói horrores e detesto gastar dinheiro pra ser judiada. Então sempre apelei para a gilete. Outro dia desses, Matheus se posiciona totalmente prá esquerda quando eu estava quase cumprindo a árdua tarefa de passar a gilete nas pernas com sete meses de gravidez (isso seria normal caso eu não tivesse ido de ser humano a jubarte nesse mesmo período de tempo). Moral da história: tive que pedir pro Renato entrar no banheiro e raspar os últimos pelinhos da perna. Aqueles que ficam pouco acima do tornozelo (que eu não tenho mais também, por hora), sabe? Compensei o pedido esdrúxulo fazendo um bolo de laranja com chocolate delicioso prá ele! E, naturalmente, me rendi aos encantos da dor da cera quente.
* O Renato continua tentando me convencer de que não existe a menor possibilidade do meu rebento nascer com os olhos claros do pai porque sou uma provável homozigota dominante. Eu não posso acreditar nisso! Aliás não consigo acreditar que meu filho não tem chances de ter lindos olhos azuis só porque sou uma homozigota dominante. Isso é o fim do mundo!!! Estou muito inconformada (mas ainda não perdi as esperanças!!)!!
* Eu também não consigo acreditar que voltaram (essa semana) a discutir a sexualidade do Gianechinni em capa de revista!! Tem dó, gente!
* O quarto do Matheus está tomando forma. Pintura e papel de parede prontos (e fofos, gente!). O berço e a cômoda chegando segunda-feira cedo. Minha ficha caindo. A do Renato despencando. Yeah, we have a baby...
* Não sei o que seria da minha vida (limitada e muscularmente inflexível) sem a Val. A Val trabalha aqui em casa. Por causa dela toda quarta-feira acordo animadíssima porque vou poder abaixar quantas vezes quiser que se entalar ela ajuda!!! (Fora que ela lava, passa, cozinha e ainda se preocupa com as coisas do Matheus e brinca com o Nick! Santa Val!)
* Uma caravana começa a se organizar lá em São Paulo para a estréia de Matheus nesse mundo maluco. Que medo!
* Não vejo a hora de largar a bucha para calejar seios, as vitaminas diárias (que me consomem!) e os vômitos noturnos. Acho que de tudo que sinto nessa gravidez a única coisa que vou carregar é a vontade das balas cítricas. Vocês acreditam que eu sonho com balas voando?
* E a cinta "achata órgãos" que vou ter que usar caso não queira ficar flácida (caída, um bagaço, uma chuleta)?! Melhor a cinta, né.. E os órgãos que aguentem!!!
* Estou apaixonada por duas cantoras que descobri mais ou menos recentemente: Carla Bruni e Madeleine Peryoux. Deliciosas vozes!
* Gostaram do template novo? Pois é. Como ele a idéia do Diário de nós três foi abortada.
PS: Posso contar o que está escrito nesse macacão que o Matheus ganhou (e que está na foto do template)?
Leis da propriedade:
1. Se eu gostar, é meu!
2. Se está na minha mão, é meu!
3. Se estava na minha mão e alguém tirou, é meu!
4. Se eu achar que é meu, é meu!
Braço de pão ou pão de braço. E outras cositas más.
Ontem meu querido e amado marido resolveu que tiraríamos algumas outras fotos pra posteridade. No nosso caso, especificamente, pro Matheus (e também para exibir para nossas famílias que estão longe agora). Tirou as fotos e me olhou com olhos de modelo bem comportada. As fotos deviam ter ficado lindas a considerar a cara de deslumbre do cidadão. Alguns poucos minutos depois vou dar uma verificada nelas quando me deparo com uma realidade até então muito distante de mim:
Meus braços estão se assemelhando a uma massa de bolo!!!!!!! Daquelas que você manipula mesmo, sabe? Bem gordas e fofas? Que dá vontade de apertar? Tipo dobrinha de pernoca de criança?
A minha pergunta é simples:
O que uma mulher faz quando chega nesse ponto?
PS: Mas por favor, não me venham com sugestões tipo exercícios para fortalecer bíceps e tríceps, levantamento de qualquer coisa que não seja o Matheus nem tampouco regime. Esse não é um momento acertado para sugestões que exijam de mim mais do que exijam de uma mulher abatida e cansada .. Por favor hein, tenham bom senso porque bom senso é fundamental!!!!! .... )
PS 1: Preciso confessar que essa semana me senti um pouco menos pressionada pelo fantasma do TAMANHO quando vi Carolina Dieckman saindo da maternidade. Gente, alguém viu a foto publicada nas revistas? O tamanho da perna dela? Então eu pensei: "Tudo bem, está tudo sob controle e eu nem engordei tanto assim...)
PS 2: Alguém sabe me dizer se o Activia também devolve o dinheiro para mulheres grávidas que consumiram o produto por 15 dias consecutivos e continuam com o mesmo probleminha??
PS 3: O organismo da gente não é (ou deveria ser) super sábio assim como a natureza? Pois é... Não sei o que está acontecendo direito com a sabedoria do meu. Eu morro de vontade de comer balas azedas, ácidas, muito cítricas. Daquelas de doer a garganta, e precisar fechar os olhos sabe? E moro do lado de um shopping que tem um quiosque daqueles de balas e chocolates por peso. Quase todo dia sou obrigada a ir lá e comprar horrores de balas cítricas sabendo que vou morrer de azia depois. Isso porque no momento que estou da gravidez, a azia come solta meu corpo inteiro. Algumas pessoas me disseram pra tomar leite. Outras para comer mixirica. Na dúvida, tentei os dois, nada funcionou e então parei tudo, a mixirica e o leite (Fiquei somente com a azia e a raiva, naturalmente...) Bom voltando.. Depois que eu como tudo que comprei morro de azia. E obviamente vomito. Mas meu organismo não abandona a idéia de me fazer salivar diante das balas. Será que estou com algum problema??)
Tatiana. 31 primaveras. Mais ou menos bem resolvida (já estive melhor nesse quesito). Pseudo casada há 3 anos com Renato.



