Eu e meu irmão criamos um Universo a parte desde que moramos juntos. Nossa vida passou a ser a gente.
Eu e ele. Ele e eu. Nossa mãe mora em Lisboa e nosso Pai mora aqui mesmo. Mas a relação sempre foi minha e dele.
O Thi viajou domingo a trabalho. Estava há um tempão sem falar com nosso pai. Não por nenhum problema, mas é que meu irmão é o cara mais desligado e trabalhador da face da terra. Tem semanas que não o vejo vários dias.
Ontem meu Pai me liga e....
Pai: Oi filha!
Eu: Oi, Pai! E aí, tudo bem?
Pai: Tudo jóia.. escuta filha, e o Thiago, por onde anda?
Eu: Viajando a trabalho, Pai... ele está naquele Hotel Fazenda dos treinamentos...
Pai: Ah, tá.. desde quando?
Eu: Domingo, Pai.
Ele: Ah, então tá.. Quando ele ligar, diz que o pai dele mandou um abraço....
Eu: ahahah tudo bem Pai, eu digo sim....
Hoje meu irmão liga para mim para saber como estão as coisas...
Eu: Oi, tudo bem, gatão? Papai ligou ontem e pediu que eu te desse o seguinte recado: "Quando ele ligar, diz que o Pai dele mandou um abraço". hahahahaha.
Ele: Tô em falta com ele mesmo, que bosta! Mas eu vou ligar pra ele agora mesmo! O celular dele é o 98724298?
Eu: ahahahahahaahahahahahah... Você está brincando, né?
Ele: Porque? Mudou esse número há cinco anos?
Eu: Por baixo 5 anos, gatão.. ahahahahaha
Ele: Put´s.. então nem adianta você me dar o número novo porque eu nem tenho onde anotar.
Quando eu chegar, você me fala! Agora eu tenho que desligar, tá? Um beijo!
Aff..
Uma loucura.
Estávamos na casa da sogrinha de TV ligada quando vimos uma entrevista do velho Zagallo falando sobre a superstição com número 13. Ele dizia lá umas 5, 6 palavras associadas à Copa do Mundo e todas tinham 13 letras.
Eu resolvo fazer um comentário que nos rendeu a seção:
Sobre como somos incoerentes...
(Parte I do post. A primeira conversa, quando tudo começou....)
Eu: Nossa, que legal, tudo com 13 letras!
Renato: O que que é legal, Tatiana?
Eu: Só pode ser coisa do destino isso, mor. Todas as palavras que ele disse têm 13 letras..
Renato (indignado): Você pirou??? Centenas de palavras e conjunto delas têm 13 letras!! Pelo amor de Deus!!!
Eu (espantadíssima): Dá licença de eu acreditar??? Eu acredito, ué!
Renato: Acredita em quê, exatamamente? Você acha que a gente vai enfrentar a Alemanha na Final da Copa só porque "Alemanha + Final" tem 13 letras? E só falta você acreditar que o gol será do Ronaldinho porque "Ronaldinho + Gol" tem 13 letras!!!
Eu: .... ?
Renato: Nosso querido vovô Zagallo, que de bobo não tem nada, escolhe qualquer par de palavras cuja soma das letras seja 13 e ainda faz todo mundo acreditar nisso!!
Eu: Incrédulo, chato e desagradável, você!!!!!!
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Parte II do post numerológico.
A segunda conversa. Quando a coisa teve continuidade....
Estamos deitados há poucos minutos atrás embasbacados com as pirações da Bia Falcão quando o Renato comenta...
( Um adendo: O comentário foi do nada. A gente nem estava falando. Só vendo novela...)
Renato (do nada): Eu achei tudo tão legal, amor!!!
Eu (meio espantada): Tudo o quê, criatura?
Renato: Os números do apartamento, achei tão legal...
Eu: Quê?
Renato: Eu nunca te falei sobre isso? A soma dos números do prédio, 214, é igual a 7. A soma dos números do nosso apartamento, 133, é igual a 7. Não é legal?
Eu: ahahahahaahahahahhaahaah, seu maluco!
(Passada lembrando do papo do Zagallo)...
Renato: Porque?
Eu: Porque você é. Ahahahahaahhahah !!!
Renato: Eu não entendi até agora do que você está rindo.
Eu: Outro dia eu era uma mula porque acreditei no negócio do Zagallo com as 13 letras e você quase me esganou! Agora você vem me dizer que a soma dos números do apartamento e do prédio é igual a 7? ahhahahahahahaa !
Renato: Ah vai, não enche... São coisas completamente diferentes...
Eu: Ah é?! E qual a diferença? Só me explica isso que eu paro de atormentar!
Renato: A diferença é que.. Ah, quer saber? Eu fico te dando confiança e você fica me torrando!
Eu (me acabando de rir): ahahahahah. Tá bom, tá bom! Louquinho!
Renato: Eu não entendi uma coisa até agora, sabia?
Eu: O que você não entendeu até agora?
Renato: A Bia vai mesmo sequestrar a Sabina, afinal?
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
PS: Recomendo para as meninas noveleiras que procurem homens assim.
A vida fica tão mais fácil!!!!
Esse final de semana aconteceu uma coisa em casa hilária que me rendeu, além de muita risada, um post e talvez - who knows - uma série.
O Renato comprou um único DVD pirata na vida. Se arrependeu depois.
Chegou em casa sentindo-se culpado.
Meu irmão tem pânico dessas coisas. Não compra nada ilegal e é o cara mais honesto do mundo - paga todos os impostos e não admite produtos sem nota fiscal. Ano passado - e está postado aqui em algum lugar - uma noite ele entrou em casa se dizendo arrasado porque tinha ficado inadimplente com o fisco por 3 dias. Esqueceu de pagar a taxa do lixo da Marta. 3 dias de atraso na taxa do lixo...
Quando meu irmão vê aquele DVD com aquela capinha safada de camelô em cima da mesa da sala...
Thiago (meio desconfiado e querendo puxar assunto): Que filme é esse?
Renato: Missão Impossível 3. Comprei ontem.
Thiago (não satisfeito): Você compou esse DVD no mercado negro, Renato?
Eu (da sala já prevendo o discurso do Thi): ahahahaahah vai ter que se explicar pro cunhado!!!!!!!!!!!!
Renato: Comprei sim, Thi. Foi só esse. O único na vida.
Thiago: Então você deveria recolher um DARF disso.
Renato: ahahahahahahaa fala sério, Thi... eu comprei um único e falei pra sua irmã que nunca mais compro. Quase morri de arrependimento.
Thiago: Ué, então recolhe o DARF dessa porra.
Renato: ahahahahhahahah você não está falando sério... Eu não vou recolher um DARF disso, pára!! Eu vou chegar e pedir pra recolher um DARF porque comprei o primeiro DVD pirata na minha vida?
Thiago (extremamente sério): Eu sei que não existe isso, que ninguém recolhe DARF por arrependimento de comprar produtos ilegais.. mas deveria fazer sim! Aliás, seria obrigação pagar o imposto desse DVD.
Renato: Thi, então fica assim... eu nunca mais vou comprar um DVD pirata. Tá?
Esse é meu irmão.
Conforme vocês sabem, maridão costuma se engalfinhar com meu canídeo Nick.
Eles se amam e se matam o tempo todo. É a verdadeira relação de amor e ódio.
O Renato viaja ... o canídeo não come nem bebe. Só falta morrer.
O Renato volta e quer pegá-lo no colo, ele foge do Renato.
O Renato quando fica sem o canídeo sente falta mas detesta que eu diga isso.
Vive brincando com ele, deu o apelido de "pecorrucho" e vez em quando corre atrás do canídeo para uma beijoca.
Mas quando o canídeo quer dormir de conchinha com ele toma um passa fora.
E assim eles passam o dia. E as noites.
O sagrado sono do Renato só pode ser interrompido pela repentina vontade do Nick de brincar. Faz parte do exercício que eles costumam
praticar nas caladas das madrugadas.
Há poucos minutos atrás fui presenteada com uma discussão entre o canídeo e meu marido.
Eu conferindo mails, assistindo jornal nacional e escrevendo um texto (eu tenho o péssimo hábito de fazer 200 coisas ao mesmo tempo) quando começa a discussão....
Renato está deitado na cama. O Nick quer subir ... mas como vocês também sabem, o Nick não é um cachorro ágil.
Ele não sobe em lugar algum sozinho. Então, ele dá os latidinhos finos junto com uma choradinha para chamar o Renato...
O Renato ignora enquanto o ouvido suporta..
Renato: Ow cachorrinho insuportável! Nick, você é muito chato!!! Vem aqui de uma vez e pára de chorar!
Ele agacha e o Nick resolve desistir. Sai correndo pra sala e pega a bolinha.
O Renato deita novamente e lá vem o Nick de rabo abanando com o mesmo choro, arrependido de não ter subido.
Renato: Sai, Nick, seu chato, insuportável! Vai deitar na sala!
Nick chora mais um pouquinho.
Renato: Nick, vai para lá. Que saco!!
Nick aumenta o tom do chorinho sincronizando com o latidinho.
Renato: Ai, que droooga! Vem aqui seu animalzinnho do inferno.
Nick vem todo feliz. Sobe na cama com a ajuda do pseudopai.
Fica 5 segundos na cama e desce. Dá duas lambidas no potinho de água, come uma bolinha de ração e volta.
Depois da comida, o chorinho é bem mais manhoso...
Renato: Agora eu não vou te pegar mais! Você está pensando que eu sou o que, cachorro?
Nick vai um tom acima.
Renato: Nick, pode ir embora daqui! Eu não pego mais você, esquece!
Nick chora sentido mesmo. De alma.
Renato levanta, pega o cachorro, dá uma beijoca e coloca na cama.
Ele se aconchega. Para dormir em cima da barriga do Renato!!
Renato: Nick, sai da minha barriga! Na barriga não!!!
Nick se ajeita e levanta as pastas pedindo um pouco mais de atenção..
Renato: Nick, sai daí!!!!
Nick continua se fazendo de desentendido. O Renato dá um passa fora feio nele e ele vem pro meu lado, deitar do lado do computador.
Eu deixo ele se ajeitar e fico quieta.
Depois de 2 minutos...
Renato: Nick, vem pra cá vem. Deita aqui comigo.... Vem aqui ó....
Vai entender, né?
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Algumas pessoas recebem um email do diariodenosdois.zip@gmail.com com as atualizações do blog.
Quem quiser entrar na lista deixa seu email por aí que a gente coloca, tá?
Beijukas para todos.
T,
O Estado que manda nessa porra.
Sabem de qual Estado estou falando? Do paralelo.
O quêêêêêêêêêêê ???????? Você enlouqueceu??
Não. Não enlouqueci.
Mas é isso. O Estado Paralelo, que manda no Rio (e agora está com o poder em São Paulo) educa, ensina e coordena, acreditem.
Eu fico com cara de idiota. Eu e todos os brasileiros.
Eu, todos os brasileiros e o mundo todo.
O Estado Paralelo, PCC ou crime organizado - chamem como quiserem - ganha por mês, com as "atividades da empresa" 750 mil reais.
Genial, não? Eu achei.
Com essa grana eles pagam o "pessoal", compram ferramentas de trabalho (armas, pistolas, granadas, carros, celulares aos milhares, ), apartamentos, drogas naturalmente, e pagam a Universidade de alguns parceiros. Exatamente. Eles pagam para quem quer estudar e tem um pézinho no crime. O cara faz faculdade de direito bancado pelo PCC para ser advogado deles próprios depois.
Inteligente, né? Achei também.
O nosso governo não consegue se organizar.
Mas o PCC deu show de organização. Não sei quantas dezenas de ataques simultâneos. Não sei quantos celulares coordenando o feriado animado nas cadeias, não sei quantos presos rebelados pelo mesmo motivo. Eles se organizam, admitam.
Muito melhor que eu, inclusive. E que grande parte das pessoas que estão lendo esse texto emputecido.
Queriam ver a Copa do Mundo? Vão ver a Copa do Mundo...
Queriam visita íntima? Vão ter visita íntima...
Queriam o que mais? Vão ter o que mais também....
Como é que isso acontece?
Quer dizer que um país inteiro do tamanho do Brasil não consegue ter atividades nem produtos rentáveis e atrativos o suficiente para educar seu povo enquanto uma organização criminosa consegue?
Que tremendo fracasso.
O PCC é inteligente além de esperto. Rápido além de ágil.
Bem governado além de disciplinado. Pena que tantas características boas são usadas pro mal.
O País assistiu com cara de palhaço o que os caras conseguiram fazer.
Afinal, convenhamos, parar a locomotiva do Brasil do jeito que fizeram merece - no mínimo - um momentinho de reflexão. Há algo de errado.
O mundo viu as cenas com o embasbacamento de quem olha as guerras civis no Iraque.
São Paulo viu estourar uma guerra civil. E o Governador foi ponta firme. Não nos deixou sentir medo nem receio dizendo que estava tudo sob controle. O maior controle do Brasil: o PCC.
Eram 17:00 de segunda-feira e São Paulo era um vilarejo de cidade do interior.
Ninguém nas ruas. Ninguém enfeitando os bares e restaurantes, nenhum aluno respondendo chamada na sala de aula porque não tinha nenhum professor para fazê-la. Nenhum CET multando porque não tinha infrator exposto.
Uma solidão tão imensa... uma solidão que São Paulo nunca sentiu antes.
E o PCC fazendo festa na casa do Governador, enfiando o dedo na cara do Lula e dizendo para nós que pagamos os impostos disto tudo: "Se eu quiser, aqui quem vai mandá é nóis, sacou!?"
E agente teve que responder: "Sacou, mano"!
Sacou, sim... E como sacou!
Entre um tiro e outro, uma viúva aqui e outra acolá, a gente vai tentando recomeçar.
A gente vai tentando porque é assim que tem que ser. Porque é assim que sempre foi.
A diferença é que agora a gente muito bem quem é que manda aqui.
Sobre os táxis do Peru.
Isso mesmo, do Peru.
Renato esteve lá há 15 dias atrás por uma semana. Foi a segunda vez dele em terras Incas a trabalho.
Não sei porque hoje, dentro do carro num daqueles momentos confusos, começamos a falar sobre...
OS TÁXIS DO PERU...
Vimos uma mercedes linda e preta ao nosso lado esquerdo quando eu comento...
Eu: Que linda essa Mercedes... olha, mor!
Ele: Andei em dois desses lá no Peru.
Eu: No Peru? Você andou de Mercedes com quem?
Ele: No serviço de motorista...
Eu: Tem dessas Mercedes circulando como táxi? Que legal, hein...
Ele: Não. Lá não é táxi, é serviço de motorista, amor.
Eu: Como não é táxi? Você acabou de dizer que andou numa Mercedes dessa num táxi!!??
Ele: Não, eu disse que andei numa dessas. Mas não é táxi, é serviço de motorista.
Eu: E qual a diferença, Rê? Serviço de motorista, táxi.. para mim é tudo igual...
Ele: Não. Tem diferença sim...
Eu: E qual é? Vai dizer que os táxis do Peru não tem a plaquinha TÁXI em cima do carro.. tem escrito SERVIÇO DE MOTORISTA... ?
Ele: Se na placa tivesse isso, teria que ser uma placa com um carro embaixo né, mor?
Eu: Se não tem placa... como você pega o serviço de motorista?
Ele: Pegando, ué. Você chama.
Eu: E como você sabe que é serviço de motorista quando chama? A cor do carro é diferente como em Nova York? Lá eles são amarelos... É isso?
Ele: Não, mor.. você não está entendendo o que estou dizendo...
Eu: Não mesmo. Primeiro você diz que não existe táxi, depois diz que é táxi e por último, diz que é serviço de motorista...
Ele: Não é táxi mesmo, criatura! É serviço de motorista. E onde eu disse que não existe táxi?? Existe táxi. E existe serviço de motorista.
Eu: Tá, e como você sabe a diferença entre um e outro? Não entendi como você chama o serviço de motorista sem saber que carro que é serviço de motorista e que carro que é de passeio... você que não está sabendo explicar, criatura de Deus!
Ele: Vamos lá... Acompanha no Power Point imaginário que vou fazer agora... O serviço de motorista você pede. O táxi você pega na rua. Entendeu??
Eu: Não, não entendi. Você pode somente me explicar como você pegou o Táxi no Peru?
Ele: Santo Deus, eu pedi o serviço!!
Eu: Onde, homem?? Você liga num telefone e eles mandam o serviço, é isso?
Ele: Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiisssoooooooooooo!!!! No Hotel!!!
Eu: Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Agora sim!!! Não existem táxis na rua? Você só pega um se ligar no número do serviço de motorista, é isso?
Ele: Não, Tatiana!!!!!!!!!! Existem as duas coisas!!! Para pegar um táxi, que é DIFERENTE de serviço de motorista, você vai na rua, estende sua falange sua falanginha e sua falangeta, vulgo dedo, assim que avistar um carro com a placa táxi em cima. E o serviço de motorista você pede no Hotel.. Entendeu agora?
Eu: Sim, óbvio! Mas seria mais fácil de enteder se você tivesse me explicado que existem as duas coisas e que, apesar de parecer tudo igual, elas são absolutamente diferentes!
Ele: Como mais fácil? Eu disse isso o tempo inteiro.
Eu: Não, Senhor.. Você está aqui o caminho inteiro dizendo que não existe táxi e sim serviço de motorista e estou o caminho inteiro tentando entender como você pega um táxi que não tem diferença de cor para os outros, que não tem placa indicando táxi e que não anda na rua.. Ou seja, você explicou quase tudo! E quase tudo não é o suficiente para eu entender o funcionamento dos táxis no Peru!
Ele: Me lembra de nunca te deixar viajar sozinha para Peru, pelo amor de Deus...
Affffff..................
Acho que é por isso que dizem que Homens são de marte e mulheres são de Vênus...
Criadagem: Chamem um táxi que quero voltar pro meu planeta de origem!!!!!!!!!!!!!!!!!!
São Paulo está mais cinza que nunca, mais árido que nunca.
Mais triste que nunca. Hoje para mim é dia de silêncio...
Muitas pessoas mortas. O bombeiro... As crianças... Os ônibus.
Os nossos guardas morrendo de dezenas. O Deic fechado. Agências de bancos incendiadas.
68 reféns machucados. 59 policiais mortos. 70 mortos no total até agora.
São Paulo, infelimente está em guerra civil.
Que triste!
Eu e maridowski estamos perto de completar 2 anos vivendo juntos - o que posso chamar de uma irrealidade na minha concepção até que ele chegou em minha vida. EU sempre fui do tipo que namorou. Pouco, mas namorou.
Tive alguns namorados importantes como todas as meninas.
O primeiro, aos 15 anos que me ensinou as primeiras coisas da vida. Mas nunca me assumiu por problemas que não vêem ao caso. Um homem 20 anos mais velho que eu. Com ele conheci coisas que talvez não tivesse conhecido aos 15. Vi maconha pela primeira vez (apesar de não fumar naquele momento), frequentei festas bombásticas e conheci alguns globais que hoje considero meus amigos.
O segundo aos 18 anos me ensinou os primeiros passos sexuais. Com ele perdi minha virgindade, aprendi a dirigir e deixei por 2 anos de ir na balada. Porque ele detestava. Foi um namoro, em sua maior parte, dentro de casa com o aval de nossos pais e recheado de planos.
O terceiro veio aos 21 anos. Uma criatura que adoro e que frequenta a casa do meu melhor amigo, Cristiano. Nos falamos vez em nunca mas é um cara de caráter quase perfeito. Não fosse tão humano quanto eu e você.
Depois resolvi ficar sozinha. Ao contrário do meu irmão, sempre fui agitada, baladeira e bagunceira.
Minha mãe dizia que eu fazia questão de "andar na contramão do que era politicamente correto".
Nas minhas andanças solteira, conheci gente legal, fiz amigos e tive rolos intermináveis.
Maurícios, Rodrigos e Freds. Mas nunca me apaixonava por eles o suficiente para aquietar e deixar para lá os gritos que meus hormônios, ainda adolescentes, insistiam em soltar. Eu era feliz mas vez em quando eu os fazia chorar. Era inquieta, marcava e desmarcava, fugia e vez ou outra, eles me pegavam na balada quando eu falava que não ia sair. Um terror.
Aproveitei minha vida adolescente como a maioria das minhas amigas não fez. Tirando a Carol que era minha xerox mais nova, poucas se divertiram tanto! Tudo bem que me arrependo de ter me divertido às custas dos outros mas era coisa de menina irresponsável. Minha mãe e minha avó passaram boa parte dessa época tentando me convencer de que estava errado fazer os meninos de "palhaços". Mas essa era minha concepção e foi assim que fiz.
Minha mãe não era do tipo repressora mas colocava limites. Dizia que duas coisas eram inaceitáveis:
* gravidez na adolescência
* drogas
Eu adorava a condição de ser livre e fazia dela a minha sine qua nom para viver. Casamento era inconcebível porque vi muitos darem errado. Noivado era coisa do século 16 e eu achava aliança um troço incômodo, limitador e sacana. Parecia a corrente que impedia as meninas e meninos de terem vontade de beijar, agarrar etc. etc. etc.
Meu pai, algumas vezes interferiu dizendo que o menino da casa era o Thi e não eu. Não adiantou nada. Eu continuava indo e vindo. Ia e não voltava tão cedo. Lá em casa a regra era a seguinte: "se vai chegar de manhã, traga o pão e o leite senão apanha".
Então minha vida nesse momento de confusão foi ótima apesar de enfrentar os problemas de uma menina pseudorebelde.
Passei uns anos só de namorico sem compromisso. Fui adepta do "então.... agente se vê".
Aos 25 ainda solteira me apaixonei por um homem casado - Marco - sem saber que ele estava casado. E quando soube, era tarde demais. Estava louca, fazendo planos e querendo mais. Mas o mais não aconteceu, naturalmente. E quando ele se separou quem não queria o mais era eu. E acabou. Sim, eu fazia o tipo bem resolvida e prática. "Não me quer? Tem quem queira, caro colega"... Simples assim. Indolor mesmo.
Aos 26 veio o último antes do atual.
2 anos de tensão. Namoro proibido com 26 anos é foda. Namoro proibido com meninos mais novos é foda e meia quando se é independente e prática. Eu adorava ele. Mas um dia ele saiu e não voltou nunca mais. Tinha seus motivos e hoje enxergo isso com a maturidade que não tive na época. Fez comigo o que fiz com outros. Senti na carne e vi que era hora de parar.
O tal do "Aqui se faz, aqui se paga" é real. E cruel, acreditem.
Dos 26 aos 28 voltei pra festa. Festa quinta, sexta, segunda e terça. Pirei.
No meio da piração encontrei uns interessantes, outros babacas e alguns bonitinhos. Mas só bonitinhos.
Teve um intelectual chato, um advogado lindo e um arquiteto que de tão inteligente chegava a ser burro. Inacreditável.
Festa, festa e mais festa.
Quando veio o Marcelo resolvi parar tudo e me dedicar a ele. Só que o Marcelo nunca se apaixonou por mim e a história foi curta e quase dolorosa. E por causa do Marcelo encontrei o Renato. Esse Renato que vocês sabem quem é. O Ratz.
Esse que mora comigo e que agora está dormindo o sono dos justos no quarto.
Quando o Renato veio a condição não era das melhores. Ele estava enrolado, indeciso.
Eu continuei bancando a prática. Mas dessa vez eu queria. Só não sabia dizer isso.
Deixei livre pra que as escolhas dele fossem feitas por ele. Nunca quis ser responsável por nada que desse errado depois.
Me apaixonei, me tranquei em casa e minha última arte foi fazer uma tatuagem enquanto nosso namorico não vingava. Porque sabia que se vingasse, ele não me deixaria mais tatuar nada.
Vingou e 45 dias depois ele estava de mala e cuia na minha casa.
2 anos se passaram.
Com o Renato aprendi sobre as coisas da intimidade. Alcei meus maiores vôos profissionais.
Aprendi que concessão é necessário e que casamento é viável. Tenho vontade até de ter uma aliança... aquela coisa incômoda, limitadora e sacana.
Estamos montando nossa casa nova, temos planos e ontem falamos de filhos.
Não agora, mas já temos os nomes. Caio e Luana. Ou só Caio. Ou só Luana.
Ele gosta de nomes com hiatos me disse outro dia desses.
O Renato me aponta os erros, os alvos certos e o futuro.
Enxerga longe e me mostra que com respeito, somos capazes de ficar juntos mais 40 anos se vivermos para isso.
Segura minha mão quando eu acho que vai dar tudo errado e sempre promete tomar conta do avião em que vou viajar.
E sempre que viajo parece que ele está carregando o avião até o destino só pra eu não sentir medo.
Renato me ensinou que dormir brigado faz mal pra relação e que voltar em temas que incomodam pode definir uma situação.
Renato me fez amadurecer com ele. Por ele.
2 anos depois me considero uma mulher feliz.
Alcançamos um grau de intimidade e cumplicidade que poucos de nossos amigos pseudocasados conseguiram - aliás a maioria deles ou juntou e já separou ou está separando ou pensando no assunto.
2 anos depois quero mais 50 anos. Mais 200 anos.
Renato me completa, me faz rir, me faz feliz e me ama como ninguém me amou. Um amor sem preconceitos, sem traumas e sem obrigações.
A gente se entende, a gente briga e a gente se resolve. A gente ri de quem torce contra, a gente se ajuda, a gente faz companhia um ao outro.
Renato - esse que está dormindo agora - é o cara que eu queria sem querer.
O cara para largar a vida da balada, da solteirice e da bagunça que, aos 30, já não se justifica tanto quanto aos 20.
Renato é meu pseudomarido.
Na realidade Renato é o único que, até hoje, eu soube amar, compreender e querer incondicionalmente.
Ah, Renato....!!!!
Ah gente!!!!
Mudanças a vista:
* Me desliguei da Thomson ontem a tarde depois de 1 ano e meio de aprendizado e de convivencia com profissionais exemplares. Mas estava na minha hora, quero partir para outros desafios e aí vou eu!
* O meu email passa ser oficialmente o que todos costumam escrever: taticavalcanti@uol.com.br
O que fizemos:
* O fofo chegou de madrugada na sexta quando eu estava entregue aos encantos e braços de Morfeu há hoooooras... Eu nem dei muita bola pra ele de tanto sono, de tanta falta de consciência àquela hora da madugada.
* O fofo dormiu uma parte razoável do dia por causa do fuso, do cansaço e das criancinhas equatorianas de uma excursão que voltaram no avião com ele fazendo batuques, contando piadas e transformando um vôo de 5 horas em um suplício completo!
* Fomos na casa da Simone e do Paolo de noite pra um fondue com a galera. Descobri boas hitórias lá do passdo do meu marido, acreditam? Vou escrevê-los e depois posto. Todas geniais e engraçadíssimas.
Manu, a mascote da turma e primeira criança entre nós está com 6 meses. Babei, babei, babei!!!! Eu e todo mundo. Um deleite!! Amém!
* Acordamos tem pouco tempo. Bode. Frio chaaato! Jogo do Tricolor às 16:00. Um pena o futebol ter sido transformado nesse espetáculo de horrores.. quem gosta como eu mesmo só perde com acontecimentos como o do jogo do Corinthians. Terror!
* Acabamos de decidir comer um sanduíche... alguém se habilita?
Bom domingo para todos!!!!!!
**********************************************
1. Toca o telefone.
Ele: Por favor, eu gostaria de receber o livro X ?
Eu: Bom dia. Desculpe, como chama o livro?
Ele: X !
Eu: O Sr. tem certeza que esse livro é desta editora?
Ele: Claro que não. Mas vocês são uma editora só? Quero dizer, vocês não vendem livros de qualquer editora?
Uff.
Acho que é bom começar a vender os livros da concorrência...
Ai ai...
**************************************************
2. Ainda o mesmo telefone.
Ela: Bom dia, pedi semana passada aquele software gerador de provas, já recebi mas não consigo mexer nele!
Eu: Eu vou ajudá-la. A Sra está na frente do computador?
Ela: Sim, estou.
Eu: Por favor, clique no botão INICIAR e depois PROGRAMAS.
Ela: Onde é o INICIAR? Eu nunca encontro esse botão.
Eu: Ao lado esquerdo do monitor, no canto abaixo.
Ela: Olha, eu queria fazer mais fácil... você me ajuda?
Eu: Claro, como a Senhora quer fazer?
Ela: Você pode me mandar esse software por mail?
Eu: Olha.... a Senhora me desculpe, mas infelizmente não existe como fazer isso.
Ela: Então melhor ainda e mais fácil. Você pode passar esse software pra mim por fax??
Um software por fax pode ser a próxima tecnologia desenvolvida no Universo.
Né? Gênios: movam-se!!!!!!!!!!!!
Essa semana Dirceu disse por aí que a imprensa só desceu a "este nível tão baixo" na época da ditadura, com o DOI COD.
Ah, essa imprensa!!! Sempre essa maldita imprensa, né, Zé?
A imprensa que denuncia, que alerta e que aponta é sempre a filha da puta querendo esmagar a democracia, querendo triturar os "Pais da política", os guerrilheiros, os honestos Zés, Delúbios, Silvios e até mesmos as inocentes bailarinas que circulam livremente no Congresso, na Câmara, no Planalto.
Ah, as tão belas bailarinas!!! Quantos talentos!!! Dançam como pizzas enlouquecidas em ritmo de samba!
E a imprensa, essa insuportável menina subservisa, querendo acabar com o show nacional de nossas esbeltas dançantes!
Oras, façam-me o favor! Deixem-nas rodopiarem em paz dentro de nossas, salas e de nossos quartos, enquanto tentamos educar nossos filhos ensinando o que é certo e o que é errado!
Salvem as dançarinas!
Prendam a imprensa! Acabem com essa classe já denominada "marrom" antes que isso se alastre feito peste!
Nossos representantes estão realmente enfurecidos. Enfurecidos porque a imprensa grita demais, fala demais, escreve demais.
Nossos - antes - pró ética, estão fulos da vida dizendo por aí que a tal classe está abusando do direito de expressãp e deveriam ter suas bocas caladas. Como na época imunda de 64.
Morte à imprensa! Ela está mostrando demais!!! Procurador, cale a boca da imprensa!!!
Zé está aborrecido. Não consegue nem viajar mais de jatinho particular porque a desgraçada da imprensa já quer saber quem pagou. Não pode nem tomar uma garrafa de vinho de U$ 5.000,00 na França porque a Veja vai lá e pública. Que gente desocupada!
Vá procurar o que fazer, imprensa!!
Delúbio não pode nem chamar os amigos de Ribeirão para um churrasquinho em Brasília que os jornais e as venenosas redações online dizem que tinham prostitutas dentro da mansão. Que absurdo!! Eu quero um golpe pra amordaçar a imprensa!!!
Palocci não pode nem bbater uma bolinha com os amigos no reduto coletivo com as amigas pagas porque o caseiro vê demais e não tem medo de morrer. O caseiro canalha que procurou quem??? A IMPRENSA!!!!!!!!!!!!!! Que mostrou que Palocci gostava de brincadeiras sérias. Que Palocci tinha amigos influentes. Que Palocci...
Ah, Palocci!!! Uma figura tão insignificante... Mais com um poder de quebrar a banca! E o sigilo, é claro!
Tirem a imprensa daqui, eu não aguento mais!!!!!!!!!!!!!
Não falo mais, não olho mais, estou protegido pela lei! A lei do silêncio!!!
Veja a situação do Casoy, demitido pela Record porque Zé ficou puto com o "É UMA VERGONHA"! Tão puto que o Bispo até concordou em dar o cartão vermelho para um dos jornalistas mais respeitados do País!!!!
Sempre a imprensa!!!!
A imprensa que se cuide! Casoy pode ter sido o primeiro de uma série.
Já já temos uma tomada de poder só pra calar - de fato - as tantas vozes dos jornais, das revistas, dos portais, das emissoras de tv e rádios. Mesmo que elas representem a voz de uma Nação de classe mediana revoltada com as danças, com os palanques, com os vestidos, com as Gtech(s), com as putinhas e com as cuecas.
Um DOI COD em plena Praça Panamericana é o que Zé gostaria de ver. Um DOI COD especial para jornalistas intrometidos, desocupados e que falam além da conta. Um DOI COD onde as línguas sejam decepadas, os dedos arrancados, os olhos retirados.
A nossa sorte é que a gente sabe que ainda existem brasileiros como os Nildos, os Suplicys, Fernandos e tantos outros que nunca deixariam isso acontecer.
Ufa, deixem a imprensa falar!
* O feriado inteiro foi regado a vinhos e queijos na sexta e segunda, rodizio de sushi com (algumas caipirinhas de saquê) a Lilica no sábado e uma pizza deliciosa no domingo com a Né e o Maurinho (novamente regada a vinho!).
* Meu irmão se encarregou dos queijos, dos vinhos e outras delícias para que eu, naturalmente, cozinhasse para nós todos. Mas não podemos reclamar porque ele trouxe uns vinhos tão saborosos e suaves! Um deleite!
* Assistimos durante o feriado: "Harry Potter e o Cálice de fogo", "Chamas da vingança", "Vinicius" (estou impressionada e mais apaixonada por ele!); "Madagascar" (adorei a girafa!).
* Acordamos esta manhã às 2:45 para o Rê ir para o aeroporto. Eu mal conseguia pensar! Mas foi e até agora eu não sei se chegou..
* Estou planejando outra virada em alguns aspectos da minha vida. Aguardem novidades!!! (Sabe quando você tem certeza absoluta que não tem mais espaço pra você em um lugar? É quase isso!)
* Estou exausta de sono. Porque depois que o Rê saiu de casa para o aeroporto, o Nick não só não dormiu mais como passou o resto da madrugada na porta da sala, chorando um choro tão sentido... e eu, claro, fiquei consolando... Minha semana promete sem o Renato em casa!
* Para quem interessar possa: há um site novo chamado METRÓPOLE CULTURAL que escreveu uma matéria divertida comigo. Está publicado: www.metropolecultural.com.br A seção é a "10 conhecida"!
Um beijo e um queijo pra vocês,
Tati
Tatiana. 31 primaveras. Mais ou menos bem resolvida (já estive melhor nesse quesito). Pseudo casada há 3 anos com Renato.



