Sabem de uma coisa?
O Renato realmente é o homem da minha vida. Eu não podia ter encontrado outro. Tinha que ser ele e ponto. E para fazer um post dedicado a este homem esplendoroso, vou listar alguns dos motivos que me fazem ter absoluta certeza do que estou dizendo. E como uma pessoa consciente que sou, vou listar também o que faço para merecer isso:
1º motivo (e mais importante):
Desde que fiquei grávida estou ainda mais ciumenta. Muito mais mesmo. Vocês não podem acreditar.. A sorte dele é que não desenvolvi traços violentos no decorrer da minha vida. (Ainda!!!!!!!!!). E ele suporta dando risada, tirando sarro de mim e me deixando sozinha no auge das minhas problemáticas. (Quando, na verdade, ele podia ficar de saco cheio, dar uns gritos na minha orelha e me chamar de mimada).
O que faço para merecer isso:
Hum...
2º motivo (e um pouco menos importante que o primeiro):
Eu choro cada vez mais. É uma coisa que sai do controle. Eu choro vendo comercial, novela, cachorro (mesmo que ele esteja com o dono eu choro) e ouvindo música. Às vezes não aconteceu nada, estamos conversando e eu choro. E ele, mesmo sabendo que não aconteceu nada, que está tudo lindo, alisa minha cabeça, me dá um beijinho e pergunta com uma paciência de Jó o que foi que houve desta vez. (Quando ele podia me mandar parar, rir de mim, ficar com a paciência esgotada e ma chamar de mimada).
O que faço para merecer isso:
Eu não faço nada neste quesito porque não consigo segurar o choro. Só por isso!
3º motivo (igualmente importante ao motivo 2):
O Nick está muito chatinho e sentido (o Renato disse que vai comprar uma alça pra ele). Ele chora que nem eu. O tempo inteiro. Parece que sabe que pequeno Matheus está prestes a estrear e está com medo de virar sabão! Ele chora para subir na cama, para descer, para alguém pegar a bolinha, para alguém dar colo prá ele. Situação agravada pelo inconveniente máquina zero no frio de Curitiba. Como minha barriga já não me permite determinados movimentos, não posso ajudar o pecorrucho. Logo, ele passa o dia todo implorando colo e eu tentando explicar que não consigo mais pegá-lo. E logo, quando o Renato chega em casa, ele tem colo, companhia, pai, tudo. Quantas vezes o cachorro chorar, quantas vezes ele socorre o cachorro. Um amor!
O que faço para merecer isso:
Tenho pensado muito nessa questão, sabe? Mas a realidade é que não me sinto culpada porque simplesmente não posso abaixar e dar colo pro cão, não posso sair na rua na velocidade em que ele deseja. Passear e desbravar postes e afins. Não tenho capacidade de sair correndo que nem louca atrás da bolinha azul que ele ama. Agilidade de Morsa manca mesmo.
4º motivo:
Ele já até raspou os últimos pelinhos da canela, aqueles perto da canela. E isso eu já contei aqui, não preciso repetir... (Para os que não leram, a conversa está no post do dia 24.08)
O que faço para merecer isso:
Na verdade não faço sempre, mas para esse motivo exclusivamente, vale a resposta: Bolo de laranja, rocambole de chocolate e pavê! E ele adora!
Assim como eu, o Rê não estava pensando em filho quando o Matheus deu o ar de sua graça! E assim como a minha, a ficha dele demorou para cair.... A gente não se informou sobre quase nada até agora há pouco. Eu ficaria ansiosa demais e ele provavelmente esqueceria tudo que leu antes disso. Agora, arrumando as coisas para chegada de pequeno Matheus, começamos a ler, a comprar as coisinhas que faltam etc... Com as informações, vieram as dúvidas... O que nos rendeu na realidade, além de muitas risadas na hora do jantar, o post:
DÚVIDAS DO RÊ...
* Esses dias estava mexendo nas coisas do Matheus, separando o que vai para maternidade, quando ele teve seu primeiro contato visual com uma pinça higiênica. Ele olhou, franziu a testa, aproximou a embalagem dos olhos, leu o que era aquele objeto absolutamente desconhecido e imediatamente me perguntou se fazia parte do EPI do Pai (equipamento de proteção individual pros íntimos). Antes que a resposta me visse à boca, imaginei o Renato com óculos de proteção, macacão daqueles bem fofos, máscara e capacete, afastando a pinça higiênica do nariz, segurando-a com os braços bem esticados para frente, com cara de nojo do pano contaminado e segurando o vômito. Ai, ai...! Antes que minha imaginação fosse além ele me indaga realmente preocupado:
Mor, não tinha uma mais cumprida??
* A segunda dúvida me faz rir até hoje quando lembro. Segue a situação:
Estamos dentro de uma loja conversando com uma vendedora. Eu pergunto sobre o Moisés. Ela responde. Eu pergunto então sobre o carrinho. Ela responde novamente quando somos inteligentemente interrompidas pelo meu amor, com a seguinte indagação:
Amor, porque precisamos ter um Moisés e um carrinho? Aliás, pra que vamos carregar um Moisés se podemos empurrar um carrinho?
Ai ai... Alguém se habilita?
* E finalmente as perguntas mais curtas que ele já fez e que me lembro agora:
- Mas para que fralda de pano e descartável? Não podemos escolher somente uma?
- Tudo isso de chupeta?? (Tudo isso = 3!!!)
- Você tem certeza absoluta de que ele vai precisar de carrinho, moisés, cadeira de carrinho e cadeira de alimentação?
* Tenho duas amigas que tiveram seus filhos agora. Uma há 10 dias e outra há 30. As duas me escreveram dizendo que tenho que curtir demais, demais minha barriga porque vou sentir saudade. E não consigo saber como vou sentir saudades de todas as dores que sinto. Será? (Ai, mas quando ele mexe aqui é tão legal, tão gostoso, tão pleno!!)
* Algumas pessoas me disseram que quando temos azia é porque está crescendo o cabelo do nenê. Outras me disseram que provavelmente (aliás provavelmente é muito vago, não?) o nenê vai ser chato para comer. Fiquei sem saber em que acreditar mas prefiro a primeira opção. Sugestões?
* Logo que descobrimos a gravidez, 378 pessoas fizeram a tal da brincadeira da colher e do garfo, que a grávida tem que escolher onde sentar, sabe? Na verdade nem sei direito como é a brincadeira. Garfo é menino e colher é menina, é isso, gente (Corrijam-me!!! )!? Bom, o fato é que sentei 378 vezes em sofás diferentes para o povo descobrir qual era o sexo do meu filho. Todos diziam que era mulher. Incrível, não? O pior é que nessa eu acreditava... Fiquei tão decepcionada (mas imensamente feliz por ser mãe de um menino.. eu queria tanto menino!!!)!
* Não me lembro mais como é passar por um processo de digestão inteiro (claro, eu vomito qualquer coisa bem antes!!!), como é ficar menstruada, como é não comer balas cítricas e azedas, como é pintar o cabelo e não me lembro muito como eram lindos e ajeitadinhos meus pelinhos dos braços quando ainda podia clareá-los. Só me lembro de como é (inclusive bastante ruim) sentir-se a macaca monga de tanto pêlos. E escuros, óbvio. Esquecimentos esses que mexem profundamente com a auto estima e com a vida de uma mulher. Quiçá com o casamento de duas pessoas que procuram preservar as intimidades horrorosas (aquelas que destróem o charme, sabe?) como, por exemplo, raspar as pernas. Não sei se já contei, mas cera me dói. Dói horrores e detesto gastar dinheiro pra ser judiada. Então sempre apelei para a gilete. Outro dia desses, Matheus se posiciona totalmente prá esquerda quando eu estava quase cumprindo a árdua tarefa de passar a gilete nas pernas com sete meses de gravidez (isso seria normal caso eu não tivesse ido de ser humano a jubarte nesse mesmo período de tempo). Moral da história: tive que pedir pro Renato entrar no banheiro e raspar os últimos pelinhos da perna. Aqueles que ficam pouco acima do tornozelo (que eu não tenho mais também, por hora), sabe? Compensei o pedido esdrúxulo fazendo um bolo de laranja com chocolate delicioso prá ele! E, naturalmente, me rendi aos encantos da dor da cera quente.
* O Renato continua tentando me convencer de que não existe a menor possibilidade do meu rebento nascer com os olhos claros do pai porque sou uma provável homozigota dominante. Eu não posso acreditar nisso! Aliás não consigo acreditar que meu filho não tem chances de ter lindos olhos azuis só porque sou uma homozigota dominante. Isso é o fim do mundo!!! Estou muito inconformada (mas ainda não perdi as esperanças!!)!!
* Eu também não consigo acreditar que voltaram (essa semana) a discutir a sexualidade do Gianechinni em capa de revista!! Tem dó, gente!
* O quarto do Matheus está tomando forma. Pintura e papel de parede prontos (e fofos, gente!). O berço e a cômoda chegando segunda-feira cedo. Minha ficha caindo. A do Renato despencando. Yeah, we have a baby...
* Não sei o que seria da minha vida (limitada e muscularmente inflexível) sem a Val. A Val trabalha aqui em casa. Por causa dela toda quarta-feira acordo animadíssima porque vou poder abaixar quantas vezes quiser que se entalar ela ajuda!!! (Fora que ela lava, passa, cozinha e ainda se preocupa com as coisas do Matheus e brinca com o Nick! Santa Val!)
* Uma caravana começa a se organizar lá em São Paulo para a estréia de Matheus nesse mundo maluco. Que medo!
* Não vejo a hora de largar a bucha para calejar seios, as vitaminas diárias (que me consomem!) e os vômitos noturnos. Acho que de tudo que sinto nessa gravidez a única coisa que vou carregar é a vontade das balas cítricas. Vocês acreditam que eu sonho com balas voando?
* E a cinta "achata órgãos" que vou ter que usar caso não queira ficar flácida (caída, um bagaço, uma chuleta)?! Melhor a cinta, né.. E os órgãos que aguentem!!!
* Estou apaixonada por duas cantoras que descobri mais ou menos recentemente: Carla Bruni e Madeleine Peryoux. Deliciosas vozes!
* Gostaram do template novo? Pois é. Como ele a idéia do Diário de nós três foi abortada.
PS: Posso contar o que está escrito nesse macacão que o Matheus ganhou (e que está na foto do template)?
Leis da propriedade:
1. Se eu gostar, é meu!
2. Se está na minha mão, é meu!
3. Se estava na minha mão e alguém tirou, é meu!
4. Se eu achar que é meu, é meu!
Braço de pão ou pão de braço. E outras cositas más.
Ontem meu querido e amado marido resolveu que tiraríamos algumas outras fotos pra posteridade. No nosso caso, especificamente, pro Matheus (e também para exibir para nossas famílias que estão longe agora). Tirou as fotos e me olhou com olhos de modelo bem comportada. As fotos deviam ter ficado lindas a considerar a cara de deslumbre do cidadão. Alguns poucos minutos depois vou dar uma verificada nelas quando me deparo com uma realidade até então muito distante de mim:
Meus braços estão se assemelhando a uma massa de bolo!!!!!!! Daquelas que você manipula mesmo, sabe? Bem gordas e fofas? Que dá vontade de apertar? Tipo dobrinha de pernoca de criança?
A minha pergunta é simples:
O que uma mulher faz quando chega nesse ponto?
PS: Mas por favor, não me venham com sugestões tipo exercícios para fortalecer bíceps e tríceps, levantamento de qualquer coisa que não seja o Matheus nem tampouco regime. Esse não é um momento acertado para sugestões que exijam de mim mais do que exijam de uma mulher abatida e cansada .. Por favor hein, tenham bom senso porque bom senso é fundamental!!!!! .... )
PS 1: Preciso confessar que essa semana me senti um pouco menos pressionada pelo fantasma do TAMANHO quando vi Carolina Dieckman saindo da maternidade. Gente, alguém viu a foto publicada nas revistas? O tamanho da perna dela? Então eu pensei: "Tudo bem, está tudo sob controle e eu nem engordei tanto assim...)
PS 2: Alguém sabe me dizer se o Activia também devolve o dinheiro para mulheres grávidas que consumiram o produto por 15 dias consecutivos e continuam com o mesmo probleminha??
PS 3: O organismo da gente não é (ou deveria ser) super sábio assim como a natureza? Pois é... Não sei o que está acontecendo direito com a sabedoria do meu. Eu morro de vontade de comer balas azedas, ácidas, muito cítricas. Daquelas de doer a garganta, e precisar fechar os olhos sabe? E moro do lado de um shopping que tem um quiosque daqueles de balas e chocolates por peso. Quase todo dia sou obrigada a ir lá e comprar horrores de balas cítricas sabendo que vou morrer de azia depois. Isso porque no momento que estou da gravidez, a azia come solta meu corpo inteiro. Algumas pessoas me disseram pra tomar leite. Outras para comer mixirica. Na dúvida, tentei os dois, nada funcionou e então parei tudo, a mixirica e o leite (Fiquei somente com a azia e a raiva, naturalmente...) Bom voltando.. Depois que eu como tudo que comprei morro de azia. E obviamente vomito. Mas meu organismo não abandona a idéia de me fazer salivar diante das balas. Será que estou com algum problema??)
Eu cheguei no ponto da explosão. Daqui prá frente só rezando mesmo!!! É isso! Não paro de crescer para frente e para os lados. E isso tem criado um desafio pro meu quesito equilíbrio, que nunca foi forte!!! Todas as pessoas me perguntam (a caixa da Kopenhagen, a garçonete da Saint Germain e a vendedora da loja de móveis de nenê são apenas alguns exemplos recentes) se estou pertinho de parir, no nono mês. E não estou! Acabei de entrar no sétimo e meio!!!! E o tempo que falta é muito. Muito mesmo, acreditem em mim!! Por causa dessa insistência das pessoas comecei a reparar mais em mim (mais do que normalmente já tenho reparado) e me deparei com essas situações:
* Eu ando jogando o quadril para os lados feito pata choca. A bunda vai e vem sem a menor cerimônia chamando a atenção de quase todos os transeuntes da rua.
* Para levantar da cama preciso me agarrar forte no móvel ao lado, colocar toda a força no braço esquerdo (afinal é ele quem nos levantará), relaxar a barriga porque senão pode descolar a placenta, dobrar as pernas de maneira que elas saiam rápido da cama para não causar transtornos para o braço e num impulso único, me erguer. Entenderam? (O problema é fazer isso com a destreza necessária quando preciso chegar no banheiro em 15 segundos para vomitar)
* Adoro dirigir. Mas o plano de expansão tem se dado com tamanho sucesso que já não posso mais entrar num carro para conduzir um veículo. Isso porque minha flexibilidade enfim atingiu seu ponto zero. À esquerda. Nossa vaga de garagem é dificílima e não posso mais me dobrar. E não podendo me dobrar me torno uma pessoa absolutamente incapaz de fazer uma balisa (Sim, fui mau acostumada a fazer balisas torcendo meu corpo pra trás.. eu sei que é um erro mas é assim que é). Partindo desse princípio, quem não pode estacionar um veículo em uma vaga, não deve dirigir. Simples assim.
* Varrer é outra atividade banida de minha rotina. O Renato varre mas eu não. Isso porque não consigo mais me curvar e portanto, fica complicado me equilibrar com a vassoura na mão. Um terror. (Mas como tudo na vida isso tem seu lado positivo. O Renato está ficando craque na arte de varrer apartamentos arejadíssimos e que enchem de pó em 30 minutos se uma fresta de janela estiver aberta).
* As meias. O episódio meias tem feito com que me sinta um bloco de concreto. Como o problema da flexibilidade só piora (e o pior nunca tem limite) fica quase impossível elevar a perna (considerando que minha cama é alta) sem dobrar a barriga para trazer o pé nas mãos e então calçá-lo com a meia. Meias agora ou são colocadas de manhã quando o Renato ainda está em casa ou não são colocadas. Ponto final.
* Bom, eu não peguei mais filla de banco, sabe? Acho um desaforo gestante (ainda mais as elefoas como eu) ficar atrás de office boy que atende 3 empresas e fica 2 horas no caixa. Então tenho me feito valer da fila preferencial. O problema (quer dizer.. nem tanto problema assim...) é que no Banco onde o Re tem conta as gestantes têm muita preferência. A ponto de eles interromperem um atendimento para dar a mão para uma gestante. É um exagero. Servem café e me tratam como se tivesse acabado de entrar em trabalho de parto dentro da agência. Aí é foda porque fica todo mundo te olhando com uma cara... constrangedora!!! (Ou será que essas situações só têm acontecido comigo?!)
PS: Posso contar só mais uma coisinha? Hoje cedo o Renato me fez um comentário interessante....
"Mor, você está até mais forte nas costas, tem vários músculos aparecendo. Deve ser o peso da barriga gigante, né, mor?!!!!"
Será que é por tudo isso que minha mummy dizia algo assim? Querendo uma vida selvagem, tenha filhos...!!!
Que maravilha!!!!!
Tatiana. 31 primaveras. Mais ou menos bem resolvida (já estive melhor nesse quesito). Pseudo casada há 3 anos com Renato.



