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Sobre como lidar mal com a limitação.

Cheguei no ponto máximo (eu sei que já tinha dito isso, mas agora é sério!). Cheguei no estágio em que a pessoa não respira mais nem de ladinho e nem de jeito nenhum. E de barriga prá cima só fico se quiser morrer asfixiada. Esta noite percebendo que a limitação atingira seu cume (nossa, acho que nunca tinha escrito cume no meio de um post e adorei!), resolvi dar um respiro pro marido e fiquei na sala encalhada no sofá-cama vendo Discovery. Ele entrou e dormiu rápido. Eu me ajeitei com 5 travesseiros, almofadas, edredon, Nick, controle da TV e da Net e a barriga. Estava ótimo até que, sem qualquer precedente as coisas começam a acontecer...

Acontecimento 1.
Não importa quanto tempo eu demore prá me ajeitar, minha bexiga é minha maior " inimiga ". É só acertar o ponto que ela dá sinais de enchimento súbito. E imediatamente tenho que levantar, fazer 0,1 ml de xixi e demorar mais outra meia hora prá me ajeitar. Então, o acontecimento 1 foi normal. Assim que acertei a posição ideal precisei levantar. Com alguma esportiva, dei uma risadinha sem graça de mim (não que tivesse graça, mas só prá não perder o pouco de bom humor que me resta nessa fase quase final) e voltei pro sofá.

Acontecimento 2.
Acertei a posição pela segunda vez o que é raro considerando-se as necessidades e limitações. Quando respirei aliviada tocou o despertador do celular. Me dei conta que eram 2 da manhã e que tinha que tomar remédio. Ainda com certa esportiva levantei. Afinal remédio é remédio e com gravidez não se brinca. Levantei, tomei o remédio e muito esperta resolvi que levaria a garrafa de água prá sala para não ter que levantar pela terceira vez caso tivesse sede...

Acontecimento 3.
Desta vez não me ajeitei tão bem, mas estava realmente satisfeita (sempre considerando as limitações). Fiquei assistindo as peripécias do reino animal por meia hora quando vem do vizinho um cheiro insuportável de pipoca. Salivei e fui prá cozinha, sou uma mulher grávida!!!! A diferença é que dessa vez foi com mais esportiva porque sabia que voltaria pro quentinho do edredon com a pipoca de microondas no balde da ERA DO GELO que eu adoro. (É um balde cuja utilidade é: colocar pipocas). Então não me importei tanto. A pipoca estava deliciosa e eu comi o pacote todo sem qualquer dificuldade ou esforço...

(Com o estômago cheio de pipoca com manteiga, fui acometida por uma sede quase louca. Mas como sou muito esperta, apenas peguei a garrafa, enchi o copo e bebi. Depois daquela água deliciosa, resolvi dormir. E não é que cochilei por 15 minuntos? Foi então que caminhei pro ...)

Acontecimento 4.
Na tentativa de levantar com cuidado para não forçar a barriga e estourar a bolsa, fui me ajeitando como as jubartes, de ladinho, prá sair do sofá -cama. Eu novamente precisava fazer xixi. Só que eram 4 da manhã. E com toda habilidade do mundo, passei a perna de forma a derrubar a garrafa inteira de água no chão. (Só que na verdade não era uma garrafa e sim uma jarrinha cuja tampa é apenas encaixada. Ou seja, qualquer que seja a força da água a tampa sai quicando). Eram 4 da manhã e agora eu tinha que cumprir a tarefa de secar a sala antes que me espatifasse sozinha (recordando as limitações de manusear um rodo com um pano de chão sem poder curvar as costas e nem tampouco precisar virar o pano de chão de lado. Uma tarefa difícil que me levou ao...)

Acontecimento 5.
Me dirigi ao interruptor para acender a luz porque precisava de luz prá secar a pequena cagada que havia acabado de fazer. Apertei meu lindo e charmoso interruptor quando enxerguei um clarão (e um som parecido com: "puf"). Pronto. A quase pseudo desgraça estava armada: a lâmpada queimou. Acendi o resto da casa e sem qualquer espírito esportivo sequei o chão.


É pleno, gente!!!!!!!!!! Tão pleno, tão pleno que nem sei descrever o que senti quando acabei todas as tarefas, às 5:15. (Não, não moramos numa mansão onde se justifique a demora de quase 1 hora prá secar o chão..  a verdade é que só estou grávida.... Mas é pleno, gente, acreditem!!!!)

* * * * * * * * * * * * * * * * 

Estou medicada há 8 dias com um remédio chamado Neozine. Não contei aqui porque isso seria repetitivo mas final de semana passado fui internada novamente. Saí no domingo com a missão de tomar por 8 dias o tal Neozine. E qual não foi minha surpresa ao ler as primeiras (e últimas) linhas da bula:

INFORMAÇÕES AO PACIENTE:

Ação esperada do medicamento:
"Neozine gotas é um medicamento cuja ação esperada é a sedação e melhora nos quadros mentais como por exemplo, ansiedade..."

Oi?? Quadros mentais????????
Ai ai...

PS: Tomei o melhor sorvete da minha vida aqui em Curitiba, num lugar chamado.. Ih, esqueci o nome do lugar mas depois eu falo, tá?

PS1: Estou impressionada com a paciência do meu marido. Se não fosse ele...

PS 2: Meu irmão chegou de Chicago e já foi pro Chile... Chique, não?!

PS 3: Ah, vocês já comeram uma bala chamada Nerds, do Willi Wonka? Conheci com minha afilhada semana passada e adorei! Experimentem a rosa e roxa!! (Não sei dizer o sabor da bala. Tá. Rosa é morango.. mas a roxa eu não lembro! Será que é uva?!)  

 

 






Sobre como é ter uma família bem humorada.

Como vocês sabem estamos morando em Curitiba. E como sabem também estamos no final da gravidez, o que causa em nossas famílias (que vivem em sua totalidade em SP) uma certa ansiedade por não estarem acompanhando todos os dias o crescimento da barriga, os movimentos de pequeno Matheus etc. Por causa da distância, todos os começos das últimas semanas enviamos fotos e vídeos para que nossos amados entes possam ver alguma coisa e não sintam-se tão brutalmente excluídos do processo de expansão e maturação que estamos vivendo.

Mas o mais legal disso não são as fotos nem os vídeos. São as respostas de alguns membros hilários que compõem nossas famílias. Ontem enviei a eles 4 fotos do final de semana. Seguem abaixo as melhores respostas escolhidas numa triagem detalhada:

1. A resposta de querido Tio Mauro: (na mesma formatação que ele mandou) 
"Caramba!!!!! Isto não é uma barriga e sim um balão de ar!!!!!!!!! Para quando está previsto a chegada do mosquitinho? Estamos loucos para rever curitiba...
...Ah,e vcs tb!!!!!!
beijos
tio mauro

2. A resposta de Tio Alberto:

"COM ESSE TAMANHO O MATHEUS VAI CHEGAR DE BARBA!!!!!!!!!!!!!!!!
BJS
BETO"

3. A resposta da prima Juju:
"Caraca, prima!! Como você conseguiu ficar deste tamanho???"


4. A resposta do avô materno:
"Filha, estou absolutamente impressionado com seu plano de expansão. Ele realmente funcionou e sugiro que passe a dar palestras sobre "Como engordar sem fazer qualquer esforço". Um beijo grande do seu progenitor.
PS: Aliás, cadê seu tornozelo?
PS 1: Bem que você disse mesmo que suas coxas pareciam um pernil...."

Será que eles entenderam que estou grávida? De 34 semanas? Ou será que passei dos limites do razoável mesmo? Será que estou a ponto de sair pelas ruas de Curitiba quicando que nem bola de Playcenter? Será que vou voltar a pesar 59 quilos e poder rebolar ao som de alguma música dessas da moda que não me dizem nada? Será, meu Deus? Será!?


Quero testemunhas pro caso de pequenino Matheus nascer com problemas de auto estima e precisar de psicológicos. Sugiro que os responsáveis comecem a planejar a famosa vaquinha... Por favor, depósitos feitos na Conta do Banco Real.

  


 





Sobre a arte de saber sentir dor e duas sagas.

É um dom, já entendi. Saber sentir dor é dom e nada mais mudará essa minha nova opinião. Vocês não fazem a pálida idéia da dor que senti ao entrar em trabalho de parto, na quarta-feira, 23:00 hs. Não!! O Matheus não nasceu mas entrei em trabalho de parto. Chegamos no hospital (por sorte) quando ainda tinha apenas (percebam: apenas!) 3 cm de dilatação (são necessários 10 para o pequeno estrear em nosso mundo). Mas eu estava absolutamente enlouquecida e insandecida de dor (e ainda faltavam 7 cm, hein?!). Foi a sorte. Se a dor não tivesse sido exatamente aquela, teria ficado em casa e ele teria nascido prematuro. E isso, apesar de não significar nada exatamente grave nunca é o ideal.

Bom, fiquei internada já na quarta-feira. Na quinta-feira me levaram para um quarto onde fiquei até sábado de manhã cedo quando pequeno Matheus resolveu se conformar de que ainda não era sua hora. Então está tudo bem agora. Só preciso me conformar com o repouso absoluto e passar os próximos 20 dias bancando a mamãe ursa em tempos de hibernação.

Tá. Mas apesar das dores e do medo que senti do Pingo vir na hora errada, vamos a... DUAS SAGAS RÁPIDAS DE HOSPITAL...

1. A saga da veia fina 
    
Eu alucinada de dor. A enfermeira chega com agulha, injeção, duas ampolas de remédios etc. Gangrena meu braço com aquela tripa horrorosa para alguma das veias saltar. Eu tenho as veias ruins, medrosas e finas. Elas simplesmente somem com uma rapidez assustadora quando preciso delas.  A enfermeira tenta uma vez. Me pica mas não dá certo. Tudo bem, acontece. A enfermeira tenta a segunda vez. Tudo médio bem. Na terceira tentativa ela conclui brilhantemente:

"Melhor eu chamar minha chefe, né? Já esgotei minha cota de tentativas. Um momentinho, por favor!? Eu volto rapidinho". 
Não posso negar que a idéia dela foi realmente boa. Mas teria sido bem bem bem melhor e sensata se aplicada rapidamente em mulheres que já estão em trabalho de parto. Aff!

2. A saga das perguntas imbecis dentro de um hospital.
Não sei porque eles fazem perguntas tão tão tão imbecis! Ah que ódio!!!!
A criatura especializada estava me vendo em cima de uma cama de hospital, sabendo do trabalho de parto (em franco andamento) e com um remédio na mão. Ao invés de me dar o remédio e deixar as perguntas imbecis pra sequência, ela inverteu a ordem...

Enfermeira:
Tá com muita dor, mãe?

Eu (com a cara retorcida, mordendo os cantos dos lábios e quase agarrando nos cabelos da cidadã): Hurum, muita. Muita dor.

Enfermeira (falando molinho, me tratando que nem criança): Eu imagino, mãe. Mas vamos aguentar mais um pouquinho, tá?

Eu (já irritadíssima e portanto grossa): Vamos. Se você aplicar logo essa injeção vamos aguentar até mais! Quem sabe, né? Pode aplicar agora?

Enfermeira (agora me tratando deliberadamente como uma monga): É só uma picadinha, tá, mãe?

Eu (rosnando): Quantas picadinhas você quiser, meu bem. Só faz passar essa dor porque todas as minhas amigas mentiram pra mim quando disseram que isso aqui era baba! Eu estava preparada pra dias bem mais tranquilos!!!!!

Enfermeira (resolvendo achar graça da piada que nem era piada): Ahahahaah mas é assim mesmo... tem gente que sente dor e tem gente que não! É o primeiro filho, né?

Eu (com sensação de morte próxima): Hurum, por isso que não quero sentir mais essa dor. Vou acabar ficando traumatizada e aí sim meu marido nunca mais vai poder sequer pensar numa segunda gravidez...

Enfermeira: Bobagem, mãe... dizem que esquece.

Eu: Mas se bem me conheço e se continuar sentindo essa dor eu não serei capaz de esquecer nunca! Vamos logo com isso?

A picada.

Enfermeira: Doeu, mãe?

Eu: Perto da dor que eu sinto nada dói, querida!!!

Enfermeira (com certeza absoluta de missão cumprida lindamente e bancando a Madre):  Viu como conversando as mamães nunca sentem quando tomam a picada????

Alguém aqui falou que o problema era a picada????
SOCORRRRRROOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Moral da história :
Dói horrores, odeio hospital e me casei com o cara mais companheiro do mundo.

PS: Ser mãe é padecer no paraíso!!!! (E exatamente nessa ordem gramatical. Uma loucura!)






Sobre a (in)dependência na hora de tomar banho!

Fim de linha!!!!!!!!! Fim de linha, fim de linha!!!!!!!!!!! Eu realmente estou muito mole (e acreditem, nunca fui assim! Minha mãe quase morria de exaustão porque eu era hiperativa! Mãe, manifeste-se em meu favor, pleaseee..)!!

Imaginem vocês que hoje cedo o Rê estava quase saindo do banho quando entrei no banheiro para escovar os dentes. Num súbito ataque de hiperatividade, resolvi que tomaria banho àquela hora (7 da manhã) e que começaria ativamente meu dia pois tinha levantado extremamente disposta (e com zero vômitos durante a madrugada). Pedi que não desligasse o chuveiro e que quando estivesse saindo me chamasse. E assim ele fez. E em poucos segundos eu estava embaixo da água quentinha e acalentadora (hoje está muito, muito frio aqui!! Tá, tudo bem. Não está tão frio assim para os curitibanos, mas para os paulistas está, tenho certeza absoluta!). Fiquei o tempo suficiente para tomar um banho sem colaborar com o desperdício de água da planeta e então saí do box. O vapor do banheiro estava tão quentinho que dava dó de sair dali e encarar o frio do restante do apartamento. 

Como vocês também já sabem não alcanço mais o final das minhas canelas quando estou em pé (o problema da flexibilidade, lembram, né?). E na verdade alcanço mais ou menos quando estou sentada (falando exatamente a realidade eu não alcanço, mas fui desenvolvendo técnicas de dobramento com segurança na gravidez até que fosse capaz de me secar sozinha. Esse era o único modo de não ser proibida de tomar banho quando meu marido não está em casa. Isso seria dependência demais pro meu gosto refinado de mulher -quase- bem resolvida). Enfim.

Sentei no vaso com a tampa abaixada (óbvio, estava querendo me secar e nada mais) e comecei a executar meu exercício seca-canelas. E o vapor continuava quentinho. Num milésimo de segundo decidi respirar e encostar a cabeça na parede. Apoiei meu braço direito na pia para descansar uns segundinhos e a pia estava muito gelada!! (Óbvio é de mármore... dã!!!) Alcancei minha toalha de rosto, dobrei-a e coloquei-a em cima da pia e apoiei novamente o braço. Pronto, estava quentinho para o pobre braço! Só que a cabeça começou a pesar e encostei a jaca na toalha. E em menos de 1 segundo dormi. Um número de circo.

Acordei com o Renato rindo (mais óbvio ainda), me dando bronca, querendo rir mais ainda e me levando prá cama. Me cobriu e dormi de novo.

Isso porque tinha levantado super disposta e cheia de planos...  
Ai ai, é a plenitude de dormir no banheiro sem ficar constrangida!!!!!      

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Ah! Esqueci de contar a moral da história: Fui terminantemente proibida de tomar banho quando o Renato não estiver em casa! É a plenitude da dependência!!!!!!

 





7 rápidos asteriscos.

* O quê? 6 X 0 pro meu idolatrado Tricolor?
"Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro..."

* Olha gente, leiam sem falta: O Livro do Papai, de Helio De La Pena, o casseta. Não precisa estar grávido nem estar pensando em filho.É Simplesmente uma obra prima do bom humor.

* Estou pensando em publicar aqui uma micro série de vídeo. Eu, o Renato e o Nick protagonizando uma cena fantástica. O Renato é a favor mas tenho achado muita exposição para o pobre cachorrinho que insisto em dizer: eu amo!

* Minha amiga Lilica publicou hoje um texto lindo no flog dela. Chorei tanto! Fala sobre uma talzinha de uma mãe de um determinado pequeno Matheus. Ai ai, se a gente tem amigos, prá que ter medo, né? Amo você, traste!  
http://www.fotolog.com/limello/34242720

* Essa noite Matheus deu baile. Não preguei os olhos. Viva a vida selvagem!!! U-HU!!

*  Vou retomar o projeto de escrever meu livro. Como daqui pouquíssimo tempo terei Matheus nas mãos, fica faltando apenas plantar uma árvore pra concluir as três coisas que dizem que uma criatura deve fazer nesta vida. Mas e depois dessa tarefa concluída? O que vem? Estará cumprido meu ciclo? Se for isso avisem-me porque deixo para plantar a árvore bem mais tarde!

* Afinal, quem matou a Thaís??  

PS: Aguardem post novo amanhã!!!
PS 1: Contei aqui que meu irmão foi pra Chicago? Foi estudar um mês pela empresa. Tô tão orgulhosa!!!
PS 2:  Mães leitoras deste blog, digam-me uma coisinha: qual é a sensação da contração?? Muito obrigada!