Turma. Sei lá eu quantos anos de UOL. Mas o serviço ficou carente e meio obsoleto. Em breve tiro esse link do ar. É só o tempo de salvar os arquivos e organizar. Migramos com as mesma de sempre, mas para um blogspot e com o devido acerto: o diário de nós quatro.
Então, nos vemos como de costume no
http://diariodenosquatro.blogspot.com
Até lá!!
Ano passado fiz um post sobre COMO MANTER UM CASAMENTO POR 30 ANOS. Resolvi voltar com a sessão porque meu sogro e minha sogra me alimentam o tempo inteiro. São 5 anos dando risada com eles porque olha, eu vou falar: não é fácil viver junto. Eu nunca vivi 30 anos com alguém mas eu suponho muito bem suposto que não seja fácil mesmo.
Então vamos à sessão COMO MANTER UM CASAMENTO POR 30 ANOS.
Estamos todos em nossa casa depois do almoço de domingo. Meu sogro é sempre o responsável pelo café, que é o melhor do mundo. O café dele tem um cheiro incrível e ele tem uma técnica incrível de jogar a água em cima do café em movimentos vagarosos e circulares enquanto chega perto com o nariz para sentir o cheiro bom de café fresquinho. Enfim. Ele começa a se posicionar na cozinha para o ritual do café que a família sempre espera ansiosa. Ele pega o copo medidor, ajeita a garrafa, coloca a água para ferver, conta com cuidado quantas colheres e espera a água chegar no ponto certo porque saibam, não precisa ferver água para fazer café.
Ele: Pronto, agora é só esperar passar o cafézinho.
Ela: Vai demorar?
Ele: Não, né, bem. É só o tempo da água descer mesmo. Tá com pressa?
Ela: Estou com pressa sim. Estou com vontade de tomar café.
Ele: Tá bom, benhê. Espera só um pouquinho, tá?
Ele assobia e começa a lavar a louça. Ela levanta da cadeira e vai dar uma conferida no coador.
Ela: Mas já acabou, olha aqui! O café vai esfriar, bem!
Vai dirigindo a mão esquerda até o coador pra tirá-lo e fechar a garrafa.
Ele: Nãaaaaaaaaaaaaaaaaao! Ô bem, tem que secar toda a água, você não sabe!!! Assim o café não fica tão bom, ô bem...
Ela: Mas já está seca a água, Fó, tira.
Ele: Nãaaaaooo! Ô Fó, só mais um pouco, espera.
Ela: Ô bem, você tá ficando gagá. Me dá logo esse café, anda, não vou falar de novo!
Ele: Tá bom, bem.. fazer o que...
Ela toma o cafézinho, passa a mão no ombro dele e toda orgulhosa...
Ela: Tá muito gostoso, bem!!!
Ele fica todo todo cheio de graça, abre o rabão de pavão, sorri um sorriso discreto e sentencia:
Ele: Se você tivesse esperado mais um pouquinho teria ficado melhor!
E assim, 34 anos depois eles ainda se orgulham de pequenas coisas. Tão pequenas e tão saborosas quanto uma xicrinha de café...
PS: Ai gente, tô querendo migrar esse blog pro blogspot.. Mas seria começar do zero.. Preguiça! Ir ou não ir??
PS 1: Tem conto meu publicado no http://www.editoranovitas.com.br/blog visitem e comentem por lá!
Meu sogro corre toda terça e quinta perto da casa dele. E não abre mão de correr. Hoje cedo (no meio de uma chuva torrencial) toca meu telefone. Sogrinha.
Ela (com uma voz pseudo brava): O seu sogro é louco. Foi correr com essa chuva!
Eu: Não acredito! Desnecessário!
Ela: Parece vício, ele não pode deixar de correr de jeito nenhum! Nunca vi!
Eu: Vai entender, né? Meu irmão também era assim quando corria. Realmente já ouvi dizer que vicia.
Ela: Eu avisei ele. Se ele escorregar eu não fico no hospital junto! Porque isso é teimosia, correr com essa chuva, pelo amor de Deus! Não tem mais 30 anos né, Tatinha...Se ele cair e ficar com dor de velho, você que fica com ele, tá?
Eu: AHahahahhaahahah tá bom, eu fico com ele!
Ela (no tom adequado para a frase com profunda analise psicológica): É (suspiro profundo) ...Às vezes eu acho que ele corre é dele mesmo!
Eu: ahahahahhahahahahahahahaahahhahahhaahahah!
30 anos depois eu quero mesmo é ter o bom humor deles.
Renato chegou em casa seco para fumar um cigarro.
Procurou, procurou e enfim achou. Fomos na varanda e enquanto ele fumava com o olhar distante, comentou:
Ele: Estava louco para fumar um cigarro. Eu não tinha nenhum hoje e estava sem um puto de dinheiro na carteira.
Eu: Ué, se estava com tanta vontade, tirasse dinheiro na hora do almoço e comprasse um cigarro, oras!
Ele: Não, fiz melhor. Pedi na rua.
Eu: Você pediu cigarro para um estranho na rua? Chegou e tipo.. Oi, você me dá um cigarro?
Ele: Não. Eu cheguei e falei: ô cara, dá para me arrumar um cigarro?
Eu: Meu, que folgado. Se eu fosse o cara não tinha te dado!
Ele: Para você ver que nem todo mundo é como você!
Eu: ahahahahahahhahahah, seu grosso!
Ele: Grosso nada, você que é muquirana!
Para os que não tiveram por aqui no feriado, o post parte I está logo abaixo!
* Trauma 06. Do homem do saco
Quando eu era meio criança tínhamos uma empregada a Cida que vivia ameaçando a gente dizendo que o Homem do saco era infalível e que bastava ela fazer uma ligação que ele viria nos pegar. E para ser bem convincente ela dizia que tinha entregue um filho para o homem do saco porque o menino não parava quieto.
* Trauma 07 (Aproveitando o embalo do trauma 06). De febém.
FEBEM isso mesmo. Uma tarde qualquer eu e o Thiago tocamos um puteiro tão firme que minha mãe não aguentou. Levou os dois na porta da FEBEM e perguntou para o porteiro (depois de piscar para ele, óbvio):
Tem vaga para mais dois aí?
E o homem acenou que tinha.
Prometemos tudo para mamãe naquele segundo. E ela, muito generosa, ficou com a gente!
* Trauma 08. De anões.
Eles na realidade deveriam se encaixar na categoria medo, mas eu prefiro não ignorar meu trauma sem explicação com anões. Eu travo, paraliso e tudo que consigo fazer é desaparecer como mágica. O trauma pode ser explicado por dois motivos:
1. Apesar de ser SOMENTE um boneco assassino, eu morro de medo do Chuck e para mim ele é anão.
2. Ainda adolescente, numa balada, o cara me cutucou e quando virei não vi ninguém. E quando abaixei a cabeça vi um anão sorrindo para mim, acenando com uma cara sexy e me xavecando. Daí para frente minha saga com anões só fez aumentar.
Segundo sábio teorema do Renato, como nunca ninguém viu enterro de anão, filhote de pomba, e nem alguém que nasceu no acre. ...: anão que morre vira pomba no Acre! Óbvio! Tá bem, ele pede desculpas para os anões pelo trauma, aos acreanos pela piada e as pombas.. Bem, as pombas são as pombas, né?
* Trauma 09. Trauma futuro do nome Edna.
Sim, isso existe, o trauma futuro. E eu já estou trabalhando minha cabeça para o dia em que Matheus dirá Edna, com todas as letras antes de Tatiana, com todas letras. Isso porque na palavra Tatiana ele está no estágio 0. Na palavra Edna ele está no estágio 3 que é Éna. Medo!!!
Aguardem mais posts sobre meus traumas!
Bom, acho que todo mundo sabe que faço coleção de traumas e de lágrimas, né? Não sei porque tenho pensado muito nos meus piores traumas. Eu insisto em meditar e eles insistem em ficar aqui na cabeça. Uma relação de pseudo dependência diríamos. E aí de tanto pensar resolvi fazer uma série de posts com o tema ...
Traumas incuráveis.
*Trauma 01. Da hora de escolher a valsa.
Vocês sabiam que quando eu tinha 15 anos ganhei uma super hiper mega blaster festa de debutante? Daquelas com super produção mesmo, incrível. E quando eu tive que escolher com quem dançar eu escolhi o Renato? Sim, o Renato da época é meu atual marido. Não, nós não namorávamos e nem nunca sequer tínhamos tido a intenção. Ele não só não aceitou como não foi ao baile de debutantes. Esse é um trauma peso 4, que nem casar e ter dois filhos com ele, não resolveu.
* Trauma 02. De banheiro com aqueles vitrôs laterais.
Talvez eu já tivesse uns 17 anos, não lembro. Estava no banheiro da suíte dos meus pais lavando a cabeça. O vitrô correu sozinho. Chovia e o céu estava cinza. Eu gritei alto, sai do box voando e chamei minha mãe que não respondeu. Passo a passo fui até a cozinha e minha mãe estava passando mal de rir com uma vassoura nas mãos. Abriu a janela da área de serviço, chegou no vitrô lateral com a vassoura e correu o vitrô. Tudo bem, vocês podem rir de mim. Mas foi realmente assustador.
* Trauma 03. De espanadores.
Farol fechado. Na época não se vendiam amendoins nos faróis mas sim espanadores.
Minha mãe abre o vidro e pergunta o preço.
Eu: Mãe, para que um espanador?
Ela: Para limpar suas orelhas!
Sim, minhas orelhas são realmente grandes.
* Trauma 4. De blush.
Íamos para uma balada: eu, uma amiga da escola e a prima mais velha dela e super ultra descolada que tinha uns 17 anos. Eu, no alto dos meus experientes 14 anos, achei que estava abafando quando ela entra no quarto e diz:
Onde você vai assim? Pode tirar esse blush, tá ridícula.
* Trauma 05. De amigos com humor negro.
Estávamos na casa de praia de um amigo, o Zé, que por sinal há de se manifestar nos comentários desse post. Todo mundo colocando biquíni para andar de barco e tal e ele ali, me atormentando não lembro com o que. Coloquei o biquíni (já na época bem maior do que a das meninas magricelas porque nunca tive esse perfil) e saí do banheiro quando ele, abismado, com as sobrancelhas bem elevadas e aboca aberta diz:
Se eu tivesse com essa barriga jamais a mostraria assim!
E gargalhou horrivelmente. Sim, ele estava brincando. Mas era tarde demais: trauma!
PS: Depois do feriado, mais traumas!
Fomos ontem a noite. Sogros ficaram com as crianças e lá fomos nós felizes e limpinhos para ver Os Normais 2. Compramos os ingressos e a pipoca. Chegamos na frente do moço que pega os bilhetes e gira a catraca e...
Ele: Boa noite. Segunda sala a esquerda.
Nós: Obrigada.
Sentamos e logo começou o trailler. Adivinhem qual trailler?
Dos Normais 2. O diálogo segue no tom que o cinema permite.
Ele: Oh Oh.. Mor, acho que tem alguma coisa errada.
Eu: Por que, pin?
Ele: Porque está pasando o trailler dos Normais, você está vendo?
Eu: Sim, estou. E qual o problema?
Ele: O problema é que não se passa o trailler do filme antes de o filme começar.
Eu: Ah não? E o que isso quer dizer?
Ele: Quer dizer que estamos na sala errada.
Eu: Ah, eu não acredito!!! Bem que eu pensei nisso mesmo. Estava achando estranho... E agora o que a gente faz?
Ele: Não sei, o que você acha?
Começa o letreiro do filme com as primeiras cenas.
Eu: Ah, eu queria ver os Normais. Que filme é esse que vai passar?
Ele: Não sei, linda.
Eu: Então o que a gente faz?
Ele: Não sei, linda. Quer correr para sala certa?
As primeiras legendas...
Eu: Agora para sair daqui vai ser duro.
Ele: Bom, então ficamos.
Eu: Mas e se o filme for ruim?!
Ele: Paciência, ué. Quem mandou entrar na sala errada? Só espero que não seja nenhum drama de época ou uma releitura experimental do último filme do Zé do caixão...
PS: Acabamos descobrindo em seguida que íamos ver Se beber, não case. Valeu a pena ter errado a sala porque há tempos eu não chorava de rir. Faltou um lenço, juro! Recomendamos!
Tatiana. 33 primaveras. Casada há 5 anos com Renato.



